MUNDO
05/09/2014 12:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

7 coisas que o mundo pode aprender com a Coreia

AFP via Getty Images
Traditional South Korean dancers perform 'Palilmu' for Seokjeon, the Great Confucian Ceremony, at a shrine in Seoul on May 11, 2009. The shrine built in 1398 for Korean Confucian scholars and hold an annual ceremony in honor of Confucius. AFP PHOTO/KIM JAE-HWAN (Photo credit should read KIM JAE-HWAN/AFP/Getty Images)

Com a internet mais rápida do mundo e cerca de 98% das casas conectadas à internet, a Coreia do Sul é um dos países mais plugados do mundo. Ao mesmo tempo, os coreanos honram muitas tradições que têm séculos de história. E têm o K-Pop, que deu ao mundo o “Gangnam Style”. Eis sete coisas que o mundo pode aprender da Coreia.

Os nomes têm significados

O significado especial dos nomes na cultura coreana foi imortalizado no poema “Flor”, de Kim Chun-Soo. Um dos versos mais adorados do poema diz: “Quando chamei seu nome, ele veio a mim e se tornou uma flor”. Na Coreia, chamar o nome de alguém é uma ilustração do significado da existência.

Resiliência diante das tragédias

Em 16 de abril, a balsa Sewol, que ia de Jindo a Jejudo, afundou. A maioria dos passageiros eram alunos da escola secundária Danwon. Eles participavam de uma excursão escolar. O capitão e a tripulação escaparam imediatamente, mas a maioria dos estudantes não pôde ser resgatada da balsa. 293 pessoas morreram, e dez ainda estão desaparecidas. A tragédia chocou e entristeceu toda a nação e revelou vários problemas na mídia do país, assim como a falta de confiança da população no governo, a desorganização da guarda costeira, a corrupção do proprietário da embarcação, a falta de regulamentação de segurança etc. A lista segue.

Eles reverenciam o passado

Gosa é um ritual baseado em ideias confucianas tradicionais, no qual reza-se para os ancestrais pedindo paz e sucesso para o lançamentode um novo negócio ou projeto (um novo filme, por exemplo).

Eles agradecem

Na época da colheita, no outono, as famílias se reúnem em suas cidades natais para realizar um ritual em memória dos ancestrais e para comer songpyeon, um bolo de arroz preparado no vapor sobre folhas de pinheiro. O feriado, chamado ChuSeok, é o maior do país. Há uma grande migração de Seul para o interior por causa das famílias visitando suas cidades.

O café reúne as pessoas

O número de cafés e franquias de lojas de café muitas vezes supreende os estrangeiros que visitam a Coreia. As pessoas frequentam os cafés mais para ler, conversar com amigos ou fazer reuniões informais do que para tomar café, propriamente. Outros lugares populares para encontros depois do trabalho são restaurantes que servem frango e cerveja.

A união faz a força

Diz um ditado: “Até uma folha de papel em branco fica mais leve quando é erguida por mais de uma pessoa”, o que é uma espécie de versão do nosso “A união faz a força”. Tudo fica mais fácil quando ajudamos uns aos outros.

“Ppally Ppally”

Essa expressão comum, que pode ser traduzida como “rápido rápido”, pode ter contribuído para o crescimento econômico do país. Ela ressalta que as coisas precisam ser feitas... rápido.

Esse post é parte de uma colaboração de Outra Medida entre as edições internacionais do The Huffington Post, compartilhando a sabedoria do mundo inteiro.