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02/09/2014 12:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Paciente contaminado com ebola foge de centro de tratamento e causa pânico em Monrovia (VÍDEO)

Reprodução / Youtube

Um paciente infectado com o vírus do ebola fugiu de um centro de tratamento em Monrovia, capital da Libéria.

Segundo o El País, ele trazia no peito uma etiqueta que o identificava como infectado.

Logo em seguida uma ambulância chega e um membro da equipe do Médicos sem Fronteiras tenta convencer o homem a voltar para o hospital. Ele é colocado no caminhão à força pela equipe.

Um vizinho do local disse que é a quinta vez que um paciente sai da instituição.

A Libéria é o país mais afetado pela epidemia de ebola que acomete a África Ocidental. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) já foram registrados 1 378 casos e 694 mortes .

No total, a doença já matou mais de 1500 pessoas na Libéria, na Nigéria, em Serra Leoa e na Guiné.

Um outro foco da doença, na região de Djera, no norte da República Democrática do Congo, matou 31 pessoas, segundo ministro da Saúde, Felix Kabange Numbi.

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Vacina

Segundo a CNN, os primeiros testes em humanos para uma vacina contra o ebola devem começar nesta terça-feira (2) nos Estados Unidos.

O medicamento, desenvolvido pela companhia farmacêutica GlaxoSmithKline e pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, será ministrado em três voluntários e, caso eles não sofram efeitos adversos, será testado em um grupo mais amplo - formado por pessoas entre 18 e 50 anos.

Os testes não podem ser feitos nos países mais afetados pelo surto por causa da precária infraestrutura de saúde.

Alimentos

Nesta terça-feira (2), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) afirmou que a epidemia colocou colheitas em risco e fez os preços subirem no oeste da África e que o problema vai se intensificar nos próximos meses.

Restrições aos movimentos das pessoas e a implementação de zonas de quarentena para conter a difusão da febre hemorrágica levou a compras desesperadas, falta de alimentos e aumento de preços nos países menos preparados para absorver o choque.

“Mesmo antes do surto do Ebola, as famílias em algumas das áreas mais afetas estavam gastando até 80% de sua renda com alimentos”, disse Vincent Martin, chefe da unidade da FAO em Dacar, que está coordenando a resposta da agência.

“Agora, estes mais recentes aumentos de preço estão efetivamente colocando o preço dos alimentos fora de seus alcances”, disse Martin em um comunicado, acrescentando que a crise alimentar pode prejudicar a contenção da doença, que é tipicamente espalhada pelos fluídos corporais dos doentes.

A produção de arroz e milho cairão durante a estação de colheita que se aproxima, à medida que restrições de migração e movimentos causam falta de mão de obra nas fazendas, disse a FAO.

O Programa de Alimentos das Nações Unidas e a FAO aprovaram um programa de emergência para entregar 65 mil toneladas de alimentos a 1,3 milhão de pessoas afetadas pelo Ebola, em três meses.

Com informações da Reuters