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02/09/2014 21:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Mangueira curta leva jardineiro a mais uma grande descoberta sobre o mistério de Stonehenge

English Heritage

Do jeito que as pesquisas estão caminhando, não sobrará pedra sobre pedra no mistério de Stonehenge.

Pouco depois de descobrirem que há 15 monumentos enterrados no entorno da construção, mais uma grande novidade foi desvendada: um dia, este semicírculo do neolítico foi um círculo completo.

O mais curioso é a forma como se chegou a essa conclusão. Não foi um grande arqueólogo o autor da descoberta, e sim um... jardineiro.

O que aconteceu? A mangueira utilizada para regar a grama do monumento era muito curta para chegar até o lado mais distante do semicírculo. O verão de 2013 foi seco demais.

Observador, o jardineiro Tim Daw começou a perceber padrões curiosos na grama ressecada que pareciam indicar que, um dia, aquela grande meia-lua havia sido uma bola cheia.

"Eu estava olhando para a grama perto das pedras e pensando que deveríamos arranjar uma mangueira mais comprida, para que as partes secas ficassem mais verdes", disse o jardineiro à BBC .

"Mas então, uma lâmpada se acendeu na minha cabeça. Lembrei que aquelas marcas de grama seca estavam onde os arqueologistas tinham procurado, sem sucesso, sinais de que ali havia buracos de pedras", contou.

"E aqueles pedaços amarelados poderiam significar aquilo. Como não somos arqueólogos, chamamos os profissionais para verificar".

Os cientistas observaram e confirmaram as suspeitas de Daw. A pesquisa foi publicada na última edição da revista científica Antiquity.

Isso porque, como esclarece Sarah Knapton, do jornal Telegraph, quando corpos arqueológicos ficam enterrados por muito tempo, afetam o crescimento da grama no entorno, mesmo quando eles são removidos. A tese de que Stonehenge havia sido um círculo completo já era bastante conhecida, mas nunca havia sido comprovada.

"Ainda estou maravilhado e muito satisfeito de, simplesmente ter conseguido observar algo que dezenas de milhares de pessoas não conseguiram enxergar", disse o jardineiro ao Guardian.

Moral da história? Máquinas ultratecnológicas e orçamentos milionários para pesquisa são importantes.

Mas o ponto de partida da ciência, desde os pré-socráticos, é um só: a pura e simples observação.

Apesar de mais um mistério ter sido solucionado, ainda não estamos nem perto de responder outras questões fundamentais sobre os enormes pedaços de rocha empilhados no interior da Inglaterra.

Quem as construiu? Por quê? Onde estão aquelas pedras que completavam o círculo?

Vamos observar.

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