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29/08/2014 18:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Senegal registra primeiro caso de Ebola

AP Photo

O primeiro caso de ebola foi confirmado no Senegal, um dos principais centros para executivos e para a comunidade de ajuda humanitária na África Ocidental.

A informação foi confirmada pela ministra da Saúde, Awa Marie Coll Seck, em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29).

A doença foi detectada em um homem vindo da Guiné, país vizinho do Senegal onde o vírus foi registrado pela primeira vez na África Ocidental. O paciente tem 21 anos e seu estado é estável.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o vírus já matou mais de1500 pessoas, e infectou 3069.

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Ainda não se sabe como ele chegou ao país, que fechou a fronteira com a Guiné no último dia 21.

O surto que acomete a África Ocidental atinge a Libéria, a Nigéria, a Guiné e Serra Leoa. Uma outra onda de ebola foi registrada esta semana no Congo. Segundo a Associated Press, 13 pessoas morreram no país.

Nesta quinta (28), a OMS lançou um alerta de queo número de infectados pelo vírus pode aumentar em até sete vezes até que a epidemia seja controlada.

De acordo com a NBC, a OMS vai precisar de US$ 490 milhões para combater o surto ao longo dos próximos seis meses.

Também foi lançado nesta quinta-feira (28) um guia da OMS que vai orientar os países e a comunidade internacional envolvidos no combate ao surto sobre quais as prioridades para o tratamento dos doentes e reforças as instruções de segurança aos envolvidos.

O documento pretende interromper a propagação do vírus em um prazo de seis a nove meses e impedir que a epidemia se alastre para outros países.

Rumores

A segunda maior cidade de Guiné, Nzerekore, foi alvo de distúrbios por causa de rumores de que funcionários do setor de saúde tinham infectado pessoas com o vírus , disseram residentes e um representante da Cruz Vermelha nesta sexta.

Uma multidão de jovens, alguns armados com porretes e facas, armou barricadas ao redor da cidade, no sul do país, na quinta-feira (28) e ameaçou atacar o hospital, antes que forças de segurança chegassem.

Tiros foram disparados e várias pessoas ficaram feridas, disse Youssouf Traore, presidente da Cruz Vermelha em Guiné.

“Um rumor, que se provou totalmente falso, foi espalhado, dizendo que nós havíamos pulverizado o vírus no mercado a fim de transmitir a doença aos moradores locais”, disse Traore. “As pessoas se revoltaram e recorreram à violência, levando soldados a intervir."

Funcionários da Cruz Vermelha local tiveram que fugir para um quartel militar com seu equipamento médico.

Com informações da Reuters