NOTÍCIAS
29/08/2014 10:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Refugiados sírios chegam a 3 milhões, segundo a ONU

Spencer Platt/Getty Images

A situação é cada vez mais preocupante.

A ONU divulgou nesta sexta-feira (29) que o número refugiados sírios chegou a três milhões configurando, segundo António Guterres, alto comissário da ONU para refugiados, a “maior emergência humanitária desta era”.

Quase metade dos sírios foi forçada a abandonar suas casas e um em cada oito habitantes do país já cruzou a fronteira para algum país vizinho.

Dentro do país a situação também é complicada: mais de 6,5 milhões de moradores sírios se deslocaram internamente. Cerca de metade dessas pessoas são crianças.

O Alto Comissariado para Refugiados da ONU (UNHCR, sigla em inglês), e outras organismos internacionais de ajuda, a maioria das famílias passa por várias cidades antes de deixar o país.

Uma mulher contou à agência que chegou a se mudar 20 vezes antes de cruzar a fronteira com o Líbano.

Os refugiados chegam aos campos em estado de choque, exaustos e sem nenhuma economia.

“Há sinais preocupantes de que a jornada para sair da Síria está se tornando mais dura, com muitas pessoas sendo forçadas a pagar propinas para cruzar as fronteiras”.

A maioria dos refugiados está em países vizinhos da Síria. O Líbano abriga a maior comunidade, de 1,4 milhão de sírios, seguido pela Turquia (815 mil) e pela Jordânia (608 mil). Cerca de 215 mil refugiados estão no Iraque, com o restante no Egito e outros países.

Segundo a agência, até o final do ano, serão necessários US$ 2 bilhões para atender às necessidades urgentes dos refugiados.

Mais de 190 mil pessoas foram mortas nos primeiros três anos na guerra civil da Síria, afirmou um relatório da ONU na semana passada divulgado pela alta comissária da ONU para direitos humanos, Navi Pillay, que chamou o conflito de “uma catástrofe humana inteiramente evitável”.

Em outro relatório divulgado na quarta-feira (27), investigadores de direitos humanos da ONU acusaram insurgentes do Estado Islâmico de cometer crimes de guerra, incluindo amputações e execuções públicas no norte da Síria, às vezes na presença de crianças.

O governo do presidente Bashar al-Assad está despejando bombas sobre áreas civis e acredita-se que Damasco tenha utilizado armas químicas no combate a seus inimigos.

Com informações da Reuters