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29/08/2014 15:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Estado Islâmico divulga novo vídeo que mostra a decapitação de refém curdo e ameaça os EUA

Reprodução / Youtube

O Estado Islâmico, grupo sunita fundamentalista que atua no Iraque, divulgou um novo vídeo onde mostra a decapitação de um homem curdo.

Denominado “uma mensagem escrita em sangue para os líderes da aliança curdo-americana”, o vídeo foi publicado há poucas horas, e mostra 15 homens em trajes alaranjados que seriam soldados curdos.

A vítima é morta de joelhos, em frente a uma mesquita em Mossul, cidade no norte do Iraque que foi dominada pelo grupo.

Nas imagens, os jihadistas ameaçam matar todos os homens mostrados no vídeo caso seus líderes continuem apoiando militarmente os Estados Unidos.

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Soldados curdos vêm tentando conter o avanço do Estado Islâmico na região norte do Iraque, com o apoio dos americanos.

O conteúdo foi divulgado horas após outro vídeo, que mostra membros do Estado Islâmico executando 250 soldados sírios, ser publicado. Os homens foram capturados pelo grupo durante um ataque à base aérea de Tabqa.

Reino Unido

Mais cedo, o Reino Unido elevou o alerta contra ameaças terroristas de “substancial” para “severo”, por causa do agravamento das tensões no Iraque e na Síria.

Segundo o Independent, o nível atual indica que um ataque terrorista é altamente provável.

Representantes do governo afirmam, no entanto, que nenhuma informação sugere um ataque eminente.

O alerta atual é o quarto mais alto, em uma escala de cinco. O mais alto é o “crítico”.

Segundo números divulgados pela imprensa internacional, cerca de 25% dos soldados estrangeiros que combatem pelo Estado Islâmico e por outros grupos extremistas no oriente médio são britânicos.

No último final de semana, o governo britânico anunciou que identificou o homem que decapitou o jornalista James Foley. Ele é o rapper Abdel-Majed Abdel Bary, um britânico de 23 anos

Em discurso feito após o anúncio, o primeiro-ministro David Cameron, disse que o Estado Islâmico configura uma ameaça maior e mais profunda para a segurança do Reino Unido do que as já conhecidas.

O presidente dos EUA, Barack Obama, também se manifestou sobre o Estado Islâmico e disse que os EUA irão “elaborar uma estratégia” para combater o grupo.

Golã

As tensões também estão acirradas na fronteira entre a Síria e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

A região foi percorrida por autoridades da ONU (Organização das Nações Unidas) que tentam encontrar 49 soldados das forças de paz que foram capturados por militantes ligados à Al Qaeda em território sírio.

Cerca de 80 soldados da ONU das Filipinas, todos da Força Observadora de Desengajamento da ONU (Undof, na sigla em inglês), unidade que monitora a zona neutra entre Israel e a Síria desde a guerra árabe-israelense de 1973, continuam em dois acampamentos do lado sírio da fronteira, afirmaram autoridades militares filipinas.

Foi a terceira vez em dois anos em que tropas da Undof foram raptadas na parte síria da zona de demarcação, um indicador da instabilidade desde o início da rebelião contra o presidente da Síria, Bashar al-Assad. Até então a Undof era um dos postos de unidades pacificadoras da ONU mais tranquilos em todo o mundo.

Com informações da Reuters