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28/08/2014 10:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

OMS diz que surto de ebola pode contaminar 20 mil pessoas, sete vezes mais do que número atual

John Moore / Getty Images

O surto de ebola que acomete a África Ocidental se tornou ainda mais grave nos últimos dias.

De acordo com a OMS, 3.069 casos já foram registrados, e o número real de doentes pode ser de duas a quatro vezes maior do que sugerem os dados oficiais. Cerca de 40% dos casos foi registrado nas últimas três semanas.

O número de mortos chega a 1.552.

A perspectiva, até que o surto seja controlado, também não é boa. Dados da OMS mostram que mais de 20 mil pessoas podem ser infectadas, número quase sete vezes superior ao registrado hoje.

O surto do vírus, que começou na Guiné em março e se espalhou pelas vizinhas Libéria e Serra Leoa, assim como pela Nigéria, exige uma imensa e coordenada resposta internacional, disse a OMS.

De acordo com a NBC, a OMS vai precisar de US$ 490 milhões para combater o surto ao longo dos próximos seis meses.

Os profissionais da área da saúde também estão pagando um preço alto pelo seu trabalho.

Segundo a OMS, 120 morreram , e 240 foram infectados.

Entre as causas para a contaminação entre a equipe, de acordo com a organização, estão o número reduzido de profissionais, o uso inadequado dos equipamentos de segurança e o fato de alguns médicos trabalharem mais horas do que o máximo recomendado, chegando a fazer plantões de 12 horas.

“Uma equipe exausta tem mais chance de cometer erros”, diz o documento da OMS.

Também foi lançado nesta quinta-feira (28) um guia da OMS que vai orientar os países e a comunidade internacional envolvidos no combate ao surto sobre quais as prioridades para o tratamento dos doentes e reforças as instruções de segurança aos envolvidos.

O documento pretende interromper a propagação do vírus em um prazo de seis a nove meses e impedir que a epidemia se alastre para outros países.

Nigéria

A Nigéria anunciou nesta quinta que casos de ebola foram registrados fora de Lagos – capital comercial do país.

O país não faz fronteira terrestre com nenhuma outra nação afetada pelo surto. O vírus chegou à Nigéria quando Patrick Sawyer, um americano-liberiano viajou da Libéria para Lagos e morreu contaminado pelo ebola.

A Nigéria é o país mais populoso da África e registrou 17 casos de ebola, seis mortes.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério de Saúde do país, uma vítima indiretamente relacionada a Sawyer morreu em Port Harcourt, polo industrial petrolífero da Nigéria.

Cerca de 70 pessoas estão sendo observadas na cidade.

A taxa de sobrevivência entre os pacientes que contraem o ebola, segundo a OMS, é de 47%.

Congo

A República Democrática do Congo declarou no domingo um surto de Ebola na província de Equateur, no norte, depois que dois de oito pacientes testados tiveram resultados positivos para o vírus, disse o ministro da Saúde, Felix Kabange Numbi.

Autoridades congolesas que foram à área remota encontraram 24 casos de febre hemorrágica de "origem desconhecida", incluindo 13 pessoas que morreram, disse Jasarevic.

Destes, dois tiverem resultados positivos para Ebola, e outras amostras retiradas de pacientes com suspeita estão sendo analisadas, disse ele.

Gastroenterite hemorrágica, malária e shigelose também foram identificadas na área, acrescentou. Ao menos 70 pessoas morreram no norte da República Democrática do Congo devido a um surto de gastroenterite hemorrágica, disse a OMS na semana passada, negando que a doença fosse Ebola.

Com informações da Reuters