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27/08/2014 01:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:54 -02

Dilma defende decreto de participação social: 'É estarrecedor que se considere plebiscito algo bolivariano'

ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

A candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), defendeu com ênfase o decreto de participação social, alvo de críticas no primeiro semestre. O texto determina que órgãos governamentais considerem conselhos populares na formulação de execução de políticas públicas.

Durante o primeiro debate de presidenciáveis na Band, nesta terça-feira (26), o senador Aécio Neves (PSDB) disse que a composição dos conselhos é aparelhada pelo governo e não há regras claras de como funcionarão.

"Eles [tucanos] sempre tiveram medo e receio do diálogo popular", afirmou Dilma. "Todas as entidades da sociedade querem participar; é para diálogo, é para consulta, não é processo decisório", argumentou.

Aécio afirma que as instituições, como o Congresso Nacional, não são respeitadas quando há a edição de um decreto tachado de bolivariano – característico de governo ditatorial e populista, como o do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez. Ele também questionou a proposta de reforma política de Dilma, que quer um plebiscito.

"É estarrecedor que se considere um plebiscito algo bolivariano", rebateu a presidente. "Então, a Califórnia faz bolivarianismo", referindo-se à legislação do estado norte-americano.

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