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27/08/2014 04:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:54 -02

#DebateDaBand: Marina Silva vence Dilma e Aécio ao exaltar acertos de FHC e Lula e propor pacto nacional

ALE FRATA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Quem vai para o segundo turno com Marina Silva (PSB)? A pergunta, que não faria muito sentido antes das 18h desta terça-feira (26), ganhou um bocado de força apenas sete horas depois, tão logo a mais recente pesquisa do Ibope foi divulgada e, em seguida, aconteceu o primeiro debate dos candidatos à Presidência da República na Rede Bandeirantes.

O sucesso de Marina tanto nas pesquisas quanto no debate incomoda petistas e tucanos. Mesmo com Dilma Rousseff à frente na corrida do primeiro turno, o Brasil Post constatou, na atmosfera do debate presidencial, que a aproximação de Marina da dianteira é um problema que deve ser debelado pelas campanhas do PT e do PSDB. Do contrário, são os candidatos dos dois partidos que estão ameaçados pela candidata do PSB.

Se havia quem pensava que o crescimento de Marina pudesse ser apenas parte da comoção nacional causada pela morte de Eduardo Campos, o ex-candidato peesebista morto em um acidente aéreo, ela tratou de mostrar a que veio durante o debate no qual se mostrou concentrada e pronta para os ataques que, naturalmente, vieram de vários lados – mais precisamente de Aécio Neves (PSDB) e alguns ‘nanicos’.

Logo no segundo bloco, Marina travou o primeiro embate com a presidente Dilma e sobressaiu ao dizer que o Brasil propagandeado pelo governo federal “não existe na vida das pessoas”. Pouco depois, foi questionada por Aécio sobre a sua “falta de coerência”, notadamente no que diz respeito às alianças estaduais do PSB. Marina discordou, atacando o “atraso da polarização entre PT e PSDB”.

Embora os apontamentos da candidata possam parecer triviais e pouco surpreendentes, eles não obtiveram um contraponto dos seus rivais. Até mesmo quando provocada – fosse por Levy Fidelix (PRTB), que criticou os “apoios da elite” (e errou o nome de Guilherme Leal, presidente da Natura), fosse por Eduardo Jorge (PV) e a ironia sobre a magreza da candidata – a peesebista manteve a calma e procurou responder, pontuando o que julgava importante e tecendo alfinetadas, quase todas direcionadas ao governo Dilma.

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“O Brasil precisa de uma visão estratégica e não de um campeonato de gerentes como tivemos entre Serra e Dilma em 2010”, pontuou Marina, para em seguida elogiar “a estabilidade econômica” proporcionada pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e “os avanços sociais” obtidos pela gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

“Precisamos unir o Brasil”, sentenciou mais adiante, cravando a sua posição de “alternativa” aos insatisfeitos com o duelo entre petistas e tucanos que já polarizam o cenário há 20 anos.

Marina floresceu e espera mostrar que “tem até mais do que 29%”, como disse ao Brasil Post o presidente do PSB paulista Márcio França. Quer provar ainda que o tucano Alberto Goldman está errado ao dizer que “Marina atingiu seu teto máximo”.

Enquanto a ex-ministra se destacava no confronto da Band, a retórica repetitiva dos ataques entre Dilma e Aécio pouco ajudou. Ela se defendia dele relembrando erros dos tempos de FHC (“quebraram o País três vezes”), e ele atacava abordando o que fez como governador de Minas Gerais e se postando como a “mudança segura”.

A expectativa pela divulgação no fim desta semana de uma nova pesquisa com o cenário presidencial, desta vez do Instituto Datafolha, pode dar um bom prognóstico do que vem por aí. Antes considerada “uma onda” por Aécio, Marina apresentou credenciais para ser mais do que respeitada. Coincidência ou não, foi a que mais se mostrou disposta a atender os jornalistas ao final do debate, ao contrário dos principais adversários, que saíram correndo e terão de mudar a estratégia maniqueísta que até hoje havia funcionado.

O “novo”, por ora, está com Marina.

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