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27/08/2014 10:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:54 -02

Americano é morto na Síria lutando pelo Estado Islâmico; veja outros ocidentais que apoiam os jihadistas

Hennepin County Sheriff / Reuters

Em mais uma batalha na Síria, no bolso de um combatente morto, foram encontrados US$ 800 e um passaporte dos EUA.

Tratava-se do americano Douglas McAuthur McCain, de 33 anos, morto enquanto combatia pelo Estado Islâmico, grupo sunita fundamentalista que atua na região.

Natural de Ilinois, ele foi o primeiro cidadão dos EUA a morrer lutando pelo Estado Islâmico, mas não foi o primeiro a se juntar aos jihadistas.

Segundo o procurador geral dos EUA, Eric Holder, disse à CNN que se estima que pelo menos 7.000 estrangeiros estejam lutando com forças extremistas no país, pelo menos cem deles americanos.

A morte de McCain é o segundo incidente envolvendo o Estado Islâmico e um estrangeiro nos últimos dias.

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Na semana passada, a Inglaterra descobriu a identidade do membro britânico do Estado Islâmico responsável pela decapitação do jornalista americanoJames Foley, sequestrado na Síria em 2012.

O principal suspeito de ter cometido a decapitação é o rapper Abdel-Majed Abdel Bary, um britânico de 23 anos que deixou sua casa milionária em Maida Vale, ao oeste de Londres, no ano passado, para entrar para a milícia jihadista do Estado Islâmico.

De acordo com a imprensa americana, McCain se converteu do cristianismo para o islamismo há dez anos, e viajou para a Turquia há poucos meses.

Em sua conta do Twitter ele costumava postar mensagens relacionadas ao islamismo como no dia 15 de maio, quando disse que sua conversão ao islamismo foi a melhor coisa que lhe aconteceu.

Em sua biografia nas redes sociais, McCain diz que “é o islamismo acima de qualquer coisa”.

Segundo colegas de escola de McCain, ele era bem-humorado e gostava de jogar basquete.

“Era um bom garoto, que amava sua família e seus amigos”, disse um amigo à rede NBC.

A morte de McCain em batalha e o envolvimento de Abdel Bary com o Estado Islâmico levantam a preocupação quanto o envolvimento de cidadãos de países ocidentais junto aos grupos jihadistas.

Esses grupos têm usado as redes sociais e sites bem formulados – com versões em inglês - para se aproximar de potenciais novos membros.

Segundo a revista Veja, pelo menos 50 jovens italianos foram para a Síria e para o Iraque se juntar ao Estado Islâmico.

Segundo o Daily Mail, pelo menos 25% do contingente de soldados estrangeiros do Estado Islâmico são britânicos, e mais de metade já estaria de volta ao Reino Unido.

As autoridades europeias consideram esses jovens um enorme risco, pois como têm passaportes autênticos da União Europeia, passam pelos controles alfandegários e pelos aeroportos com facilidade.

Duas irmãs britânicas de 16 anos abandonaram a família e a escola em Chorlton para irem para a Síria. Segundo atualizações do Facebook de Salma e Zahra Halano, elas estão casadas com jihadistas e treinando para participar de combates munidas com granadas e com fuzis Kalashnikov.

Segundo o Daily Mail, as irmãs pretendiam estudar medicina e, em uma mensagem recente em uma rede social, disseram que se tornariam médicas "para o Estado Islâmico e não para esses pagãos”.

Elas fugiram de casa durante a noite e pegaram um voo para a Turquia, de onde foram levadas via terrestre para a fronteira síria.

Segundo a polícia, as duas foram atrás do irmão mais velho, que também largou os estudos para se juntar ao Estado Islâmico, há um ano.