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26/08/2014 17:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Érika Miranda conquista o bronze no Mundial de Judô

Divulgação / CJB

Érika Miranda conquistou o primeiro pódio do Brasil no Mundial de Judô, que está sendo realizado em Chelyabinsk, na Rússia. A meio-leve (até 52 kg) derrotou, nesta terça-feira, a cubana Yanet Bermoy, com quem tem grande histórico de confrontos, na diferença de punições e ficou com a medalha de bronze. É a segunda medalha consecutiva da brasileira, atual vice-líder do ranking mundial em seu peso, no torneio - em 2013, a judoca foi prata no Mundial do Rio.

A brasileira venceu suas três lutas eliminatórias e, na semifinal, viu a repetição de um confronto ocorrido em 2013. Mas se há um ano conseguiu derrotar a romena Andreea Chitu, nesta terça-feira a europeia se vingou. Em um confronto difícil, a brasileira abriu o placar com um wazari em apenas 27 segundos de luta. No minuto final de combate, Chitu mostrou maior agressividade e, faltando 38 segundos para o fim, aplicou um uchimata, vencendo a brasileira por ippon.

Érika parecia incrédula com a derrota, e teve pouco tempo para se recuperar para a disputa da medalha de bronze. A brasileira e a cubana já tinham se enfrentado dez vezes, com oito vitórias para Yanet. O confronto foi muito equilibrado, e decidido apenas na diferença de punições: 2 a 1 para a cubana, garantindo a vantagem para a brasileira, o que lhe rendeu a medalha de bronze.

Um erro que poderia ser fatal

A conquista do bronze foi muito festejada, mas Érika admitiu que cometeu um erro decisivo na semifinal, quando vencia o confronto com a romena Andreea Chitu, mas sofreu um ippon a 38 segundos do fim da luta, o que a impediu de lutar a decisão.

"Não posso ficar cometendo erros no final da luta, ainda mais de uma luta dura. Eu vacilei e perdi. Fiquei um pouco abalada mesmo mas tive que dar a volta por cima, engolir o choro e ir buscar minha medalha", disse Érika, que revelou ter recebido apoio psicológico antes da disputa da medalha de bronze do peso meio-leve (até 52 kg).

Assim, a brasileira conseguiu superar a cubana Yanet Bermoy. "Passam muitas coisas na cabeça de quem vai para a disputa do bronze, ainda mais no meu caso que vim de uma derrota. São só dez minutos, o tempo de trocar o quimono e voltar para a luta. Mas a Luciana (Castelo Branco), psicóloga da seleção, faz um trabalho muito bacana. Era o momento, eu tive cabeça e consegui trazer essa medalha", afirmou a brasileira.

E com a vitória, Érika deixou de lado o seu retrospecto negativo diante da adversária para voltar a subir ao pódio em um Mundial de Judô - no ano passado, a brasileira faturou a medalha de prata no Rio."Eu não me preocupei com isso (retrospecto) porque eu vim aqui para ganhar, não vim pra escolher adversária. Isso é um erro que muita gente comete. Poderia ser ela ou poderia ser a Hashimoto que minha postura seria a mesma", comentou.