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26/08/2014 10:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Família divulga última carta enviada por James Foley, jornalista americano decapitado pelo Estado Islâmico

Reprodução/ Associated Press

Todas as cartas escritas pelo jornalista americano James Foley para sua família desde seu sequestro, em 2012, foram confiscadas por seus captores.

Então, no começo do mês de junho, Foley pediu a um refém que seria liberado em breve que levasse sua carta na memória, sem que nenhum registro fosse feito.

Após sua libertação, o refém ligou para a mãe de Foley, Diane, e repassou as palavras que o jornalista havia dito no cativeiro.

Foley desapareceu na Síria, em novembro de 2012. Na semana passada, o mundo ficou chocado ao ver imagens do jornalista sendo decapitado por um membro do Estado Islâmico, grupo sunita fundamentalista que atua na Síria e no Iraque.

Na carta, divulgada pela família de Foley no último domingo (24), ele conta que chegou a dividir a cela com mais 17 reféns. “Nós temos um ao outro para conversas sem fim sobre filmes, amenidades e esportes”.

O jornalista comenta ainda que os reféns haviam improvisado jogos com restos de papel e que passavam o tempo jogando xadrez e damas, e organizavam até algumas competições.

“Eu tenho dias fortes e fracos. Ficamos gratos quando alguém é libertado, mas, é claro, ansiamos pela nossa própria liberdade. Tentamos encorajar uns aos outros e compartilhar forças”, narra ele.

Foley também relembra momentos em família como uma ida ao shopping com o pai ou um passeio de bicicleta com a mãe. “Eu me lembro de tantos momentos incríveis em família que me levam para longe dessa prisão”.

Por fim, ele dá um recado a sua avó. “Mantenha-se forte, porque eu precisarei da sua ajuda para retomar minha vida”.