NOTÍCIAS
24/08/2014 19:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Candidato à vice-presidência pelo PSB, Beto Albuquerque critica Polícia Federal em investigação da morte de Eduardo Campos

Estadão Conteúdo

Em uma visita ao Centro de Tradições Nordestinas (CTN) em São Paulo, Beto Albuquerque, candidato à vice-presidência pelo PSB acompanhava a Marina Silva quando os jornalistas a perguntaram como estava vendo as notícias informando que, segundo a Polícia Federal, a provável compra do jatinho que Eduardo Campos viajava poderia ter sido feita com recursos de caixa dois de campanha. Albuquerque tomou a palavra antes de Marina falar e disse que sobre esta questão ele quem responderia:

"Não sei o que a Polícia Federal está falando. Mas se ela está falando, deveria apurar antes. Polícia Federal não tem que falar; tem que investigar e quando decidir falar tem que estar com a coisa concluída"

Ao final Albuquerque reiterou que o PSB vai prestar todas as informações à imprensa e ao Brasil sobre as condições do contrato de compra do avião que Eduardo Campos e sua equipe viajava. Mais cedo, antes de Marina Chegar ao evento, o candidato a vice-presidente já havia avisado que o presidente do PSB, Roberto Amaral, deveria prestar esses esclarecimento amanhã 25.

Controle social

"Infelizmente foi entregue uma versão preliminar"

No mesmo evento, a ex-senadora disse que a proposta da criação de conselhos populares que participariam de um eventual governo dela, divulgada hoje pelo Estadão, é apenas uma versão preliminar do programa de sua campanha. "Infelizmente foi entregue uma versão preliminar a um grupo de jornalistas por pessoas da equipe que estava sistematizando as informações que não haviam passado por mim nem por Eduardo", disse durante visita que fez ao Centro de Tradições Nordestinas (CTN) na zona norte da capital paulista.

"O documento a que tiveram acesso não é o documento que Eduardo e eu revisamos. Então não posso falar de coisas que não são do documento da campanha"

Perguntada sobre o que fala o documento que ela diz ser o definitivo, Marina disse que o documento "fala em aprofundar a democracia, que significa a valorização das instituições". Para a ex-senadora, as instituições precisam estar ligadas à sociedade brasileira.

Para isso, de acordo com Marina, é preciso que haja meios de conectar os representantes e representados. "Esse é o esforço que estamos fazendo, respeitando sobretudo o desejo que a sociedade tem de melhorar a qualidade da política, das instituições públicas", disse a ex-senadora.

Conforme reportagem publicada hoje pelo jornal Estadão, a proposta que conta do programa preliminar defende a ampliação dos canais de democracia direta, como plebiscitos e consultas populares, e o controle das atividades dos políticos por conselhos sociais.

Segundo o texto do programa, que ainda pode sofrer alterações substanciais, de acordo com integrantes da campanha, essas mudanças pretendem ser a resposta da candidatura às manifestações populares ocorridas em junho do ano passado. "Elas revelaram ao mesmo tempo o distanciamento entre governos e população e o desejo de mudança na forma de administrar", diz o texto prévio.