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22/08/2014 18:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Surto de ebola na África Ocidental provoca mudança nos hábitos sexuais e prejuízos para prostitutas

Thinkstock

O surto de ebola que acomete a África Ocidental modificou os hábitos sexuais nos países afetados pela doença e causou também um declínio na prostituição na Nigéria.

De acordo com o jornal Daily Post a Associação de Prostitutas da Nigéria emitiu um comunicado que sugere que as prostitutas suspendam suas atividades até que o governo “encontre uma solução para o vírus”.

Outros entrevistados pelo veículo também disseram que, desde que o ebola chegou ao país, evitam ter relações sexuais mesmo com parceiros fixos.

“Pode-se ser fiel ao seu parceiro, mas ele não ser fiel. Nesse caso, a pessoa está em risco por não saber das escapadas”, explicou um empresário.

A epidemia de ebola já matou 1.350 pessoas – entre casos confirmados e suspeitos de terem sido causados pelo vírus - segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a publicação, algumas boates da região esvaziaram desde que o ebola chegou ao país. A Nigéria é o país menos afetado pelo surto, registrando quatro mortes. A Libéria, país com os números mais altos, registrou 576 mortes, entre casos confirmados e suspeitos de ebola.

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O medo do surto também afetou a prostituição nas ruas de Lagos, na Nigéria. Uma mulher, que se identificou ao Zambian Voice com o nome de Linda, contou que o comportamento das prostitutas mudou desde que o país registrou casos de ebola.

“Há alguns dias, um cliente chegou a tocar uma mulher, mas ela disse que só teria relações sexuais com ele de roupas, e usando camisinha”.

Ela contou ainda que algumas mulheres estão atendendo apenas com a luz acesa, para observar se os clientes estão suando. O ebola é transmitido por meio dos fluidos – vômito, saliva, suor, esperma, leite materno - do paciente contaminado.

Kate, de 25 anos, disse à agência de notícias AFP que costumava atender sete clientes por noite, e atualmente, com sorte, atende quatro.

“Muitos clientes estão com medo de nos procurar por causa do temor em contrair ebola. O governo deveria tomar alguma atitude”, reclama.