MULHERES
22/08/2014 10:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

"Dilma Roussef é uma liderança masculina", diz coordenadora do programa de governo de Marina Silva à Presidência

Montagem/Estadão Conteúdo

"É aquela pessoa que bate na mesa, que fala que 'eu vou fazer e acontecer, eu sei'. Isso é, no estereótipo, uma liderança muito mais patriarcal, do coronelismo brasileiro". Assim a coordenadora do programa de governo de Marina Silva, Maria Alice Setubal, definiu a presidente e candidata à reeleição Dilma Roussef, em entrevista à Folha e ao portal UOL.

Ela revelou que o programa de Marina evitará temas espinhosos como aborto e descriminalização da maconha. Mas vai defender uma lei que garanta a autonomia do Banco Central, e a meta de inflação de 4,5%. E manter todos os compromissos publicamente firmados por Eduardo Campos.

Maria Alice, mais conhecida como Neca, é uma das acionistas do Banco Itaú. É amiga de Marina Silva desde a campanha de 2010. E agora responde pelo programa de governo da candidata, um documento com centenas de páginas que será apresentado na sexta-feira da semana que vem, dia 29.

Para Neca, o desafio de construir uma nova sociedade passa por um equilíbrio entre os polos masculino e feminino. "Esse olhar feminino tem que ser diferente, não é o mesmo olhar do masculino. Tem que saber equilibrar o masculino e o feminino. Saber ouvir, saber acolher, saber ser criativo, saber lidar com os diferentes. E ao mesmo tempo tem que ter muita firmeza", afirmou.

"Acho que a Dilma reproduz uma liderança masculina. Claro que tudo isso é radical, óbvio. Um bom líder tem que ter sempre os dois mecanismos. A Dilma é aquela pessoa dura, que bate na mesa, que briga, que fala que "eu vou fazer, eu vou acontecer, eu sei". Isso é, no estereótipo, uma liderança muito mais patriarcal do masculino, do coronelismo brasileiro, do político tradicional que vai resolver tudo sozinho."

Maria Alice Setubal

Leia a entrevista completa no site da Folha de S.Paulo.

Veja abaixo algumas das declarações e frases mais lembradas de Eduardo Campos: