NOTÍCIAS
20/08/2014 16:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Twitter anuncia que vai banir quem postar imagens de decapitação de jornalista pelo Estado Islâmico

Nicole Tung/FREE JAMES FOLEY

O Twitter anunciou nesta quarta (20) que usuários que compartilharem vídeos ou imagens de violência explícita relacionadas à decapitação do jornalista americano James Foley pelo Estado Islâmico. A autenticidade do vídeo foi confirmada pela Casa Branca.

O anúncio veio depois de uma campanha organizada pelos usuários contra o compartilhamento de gravações do Estado Islâmico, sob a hashtag #ISISmediablackout.

O tuitaço prega uma espécie de "embargo midiático" à organização jihadista (cujo antigo nome é ISIS), para não alimentar o alcance das mensagens do grupo.

Como aponta o ThinkProgress, a estratégia de propaganda do Estado Islâmico está, desde o início, centrada em amplificar o medo por meio das redes sociais.

Ao que tudo indica, o #ISISmediablackout começou com um tweet da @LibyaLiberty, aponta o Huffington Post.

Em seguida, muitas pessoas começaram a apoiar a campanha:

Muitas pessoas discordaram do #ISISmediaBlackout, ponderando que o bloqueio midiático pode despertar o efeito contrário.

Apesar da campanha, imagens da decapitação ainda circulam pelo Twitter e pelo YouTube.

"CÂNCER"

Em pronunciamento realizado nesta tarde, o presidente Barack Obama disse que o Estado Islâmico é um "câncer" no Oriente Médio, e acusou o grupo de cometer atos covardes de violência, matando civis desarmados. "Nenhuma fé ensina as pessoas a massacrarem inocentes", disse Obama. "Não há lugar para o Estado islâmico no século 21".

O discurso não sinalizou nenhuma mudança de estratégia na atuação americana no Iraque, como ressaltou reportagem do New York Times. .

A morte de James Foley e o posterior aviso, por parte do Estado Islâmico, de que Steven Sotloff, outro jornalista sequestrado, morreria caso os Estados Unidos continuassem a bombardear os rebeldes colocaram Obama em um dilema.

Ceder a ameaças de terroristas causaria enorme desgaste a seu governo, mas continuar com os bombardeios poderia acarretar em outra morte de um americano.

Sem citar Sotloff, Obama apenas declarou que "os Estados Unidos irão continuar a fazer o que for necessário para proteger o povo americano".