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20/08/2014 10:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Mãe de jornalista americano decapitado no Oriente Médio pede que sequestradores poupem os outros reféns

Reprodução/ Associated Press

A mãe de James Foley, jornalista americano que desapareceu na Síria em novembro de 2012 pediu que os sequestradores de seu filho poupem a vida dos outros reféns.

Foley foi, aparentemente, morto pelo Estado Islâmico, grupo sunita fundamentalista que atua na Síria e no Iraque. Imagens do jornalista sendo decapitado foram divulgadas nesta terça-feira (19).

A mensagem de Diane Foley foi divulgada na página do Facebook “Free James Foley”. No texto, ela diz que “nunca esteve mais orgulhosa de Jim, que deu sua vida tentando expor ao mundo o sofrimento do povo sírio”.

O recado de Diane implora que a vida dos outros reféns seja poupada. Ela afirma que eles não têm controle sobre a política dos EUA no Iraque, na Síria ou em qualquer outro lugar do mundo.

Antes de ser decapitado, Foley foi obrigado a dizer que o verdadeiro culpado por sua morte é o governo dos Estados Unidos, por ter iniciado uma ofensiva aérea ao Iraque.

O vídeo mostra também mais um homem de joelhos, identificado como Steven Sotloff, outro jornalista americano.

O membro do Estado Islâmico diz que o futuro de Sotloff depende da próxima decisão de Obama. Sotloff está desaparecido desde agosto de 2013, quando foi visto pela última vez na Síria.

Reino Unido

O incidente fez com que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, interrompesse suas férias e voltasse à Inglaterra para acompanhar as investigações.

Segundo agências de notícias e meios de comunicação do Reino Unido, há uma preocupação e uma desconfiança do governo de que o homem que decapitou Foley seja britânico.

Segundo o chefe da diplomacia do Reino Unido, Philip Hammond, as autoridades britânicas estão cientes de que alguns cidadãos do Reino Unido possam estar envolvidos com o Estado Islâmico.