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20/08/2014 11:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Grevistas da USP fecham portões e policiais militares usam gás lacrimogênio e balas de borracha para conter manifestação

Marco Ambrosio / Estadão Conteúdo

Policiais militares entraram em confronto com grevistas das Universidade de São Paulo (USP) na manhã desta quarta-feira. Os funcionários trancaram três portões de acesso à universidade.

A confusão começou por volta das cinco horas da manhã, de acordo com a Globonews. Por volta das 6h50, manifestates fizeram barricadas com lixo pegando fogo na Rua Alvarenga, que dá acesso ao principal portão da universidade, informou o G1.

Os policiais atiraram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha e os participantes do protesto revidaram com pedaços de pau e pedras. A manifestação se espalhou pela Avenida Vital Brasil até a estação de metrô Butantã. Passageiros de ônibus parados no trânsito deixaram o local devido ao gás lacrimogênio.

A polícia afirmou ao G1 que ninguém foi ferido, mas o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), Magno de Carvalho, disse que quatro pessoas ficaram feridas, sendo que um funcionário recebeu estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo no rosto. Ele recriminou a ação policial. “Essa repressão vai acirrar ainda mais os ânimos”, declarou.

O principal portão da USP foi reaberto por volta das 7h40. Nesse horário também foram liberadas as Avenidas Vital Brasil e Francisco Morato, palco do confronto.

O que eles querem?

Os servidores reivindicam aumento de 9,78%. Em 2013, o reajuste foi de 5,39% nos rendimentos. A greve na USP dura mais de dois meses e acontece durante grave crise financeira da universidade.

De acordo com o reitor, Marco Antonio Zago, a instituição não tem verba para bancar o reajuste pedido. Ele culpa erros de gestão que inflaram a quantidade de funcionários não docentes pela atual situação financeira, segundo a Folha de S. Paulo. Desde 2013, os gastos com a folha de pagamento superar o orçamento da universidade, que deve receber R$ 5 bilhões na União em 2014.

Os servidores públicos da USP devem se reunir nesta quarta-feira (20) com a reitoria da instituição em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho.

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