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19/08/2014 21:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Pastor Everaldo acredita ser possível "governar como Itamar" e garante que privatizará a Petrobras em sabatina ao JN

Reprodução/TV Globo

O candidato a Presidência da República Pastor Everaldo (PSC) foi o quarto e última entrevista da série de sabatina conduzidas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. Na noite desta terça-feira (19), ele foi o alvo das perguntas dos jornalistas William Bonner e Patrícia Poeta, mas acabou destoando dos três candidatos anteriores. O motivo: as suas respostas. Bem, nem todas elas.

A reportagem do Brasil Post separou os principais trechos da sabatina. Confira:

Inexperiência

“Eu acredito que uma pessoa como eu, com a minha experiência de vida, que nasci na favela de Acari, fui camelô, fui servente de pedreiro, fiz um concurso público, fui office boy e pude estudar em uma escolar pública de qualidade. Me formei, fui para faculdade, me formei, fui para iniciativa privada, e formei minha empresa. Sou um vencedor, Deus me ajudou. Milito na vida política desde 1981. (Então) acho que estou preparado, sou um aprendiz. A cada dia estou preparado para essa missão que o partido me deu.

Trabalho em equipe

“Aprendi na minha vida a trabalhar em equipe. O líder ele tem que saber o que o Brasil está precisando e tarzer os melhores quadros. É possível governar assim, com os melhores quadros, independente do partido politico. É suficiente para governar o País”.

Trabalhismo x liberalismo

“Para mim, essa (liberalismo) era uma proposta interessante e acreditei o tempo todo que ela era a melhor. Mas no último governo, da atual presidente, eu vi que foi estabelecido um aparelhamento do Estado. O Estado se agigantou de tal maneira que realmente contrariava os princípios que eu acreditava do empreendedorismo, da iniciativa privada. Então, hoje o governo está sufocando, quer tomar conta de tudo”.

'Vira casaca' por R$ 5 milhões

“Nós estávamos conversando e metade queria apoiar o José Serra (do PSDB) e a outra metade queria o PT da presidente Dilma (Rousseff). Quando o PMDB se aliou ao governo, nós fazíamos voto com o PMDB na Câmara. Então, quando o PMDB se aliou, no dia 30 de junho fizemos a aliança, baseada em princípio no que defendemos, ou seja, a família. E se você verificar, foram dez partidos na coligação. Quando chegou na reta final da campanha, foram feitas doações legais sobre o custo de campanha, para produção de materiais de campanha. Só na reta final recebemos R$ 4,7 milhões, e isso foi repassado para todos os partidos, para a campanha majoritária. Foi a despesa de campanha”.

‘Vira casaca’ do governo petista após pleito de 2010

“Nós fizemos o acordo de fazer a coligação porque, em princípio, acreditamos (na proposta). Quem acreditou compôs o governo, nós elegemos mais que o PCdoB e nós esperávamos mais espaço no governo sim. Não ficamos decepcionados. Não acredito que é um ‘toma lá, dá cá’, formamos a base do governo e fomos contra quando ele foi contra o que pensamos, já que defendemos a vida desde a concepção, defendemos a família”.

Governar no estilo Itamar Franco

“Um exemplo (de governo) foi o do presidente Itamar Franco, que assumiu em uma situação difícil. Ele chamou todas as forças políticas e todos os representantes do governo e ele apresentou um plano de estabilidade econômica. Todos não puderam negar (o apoio). Se você se apresentar de maneira transparente, ninguém gerará questões (e dificuldades) ao presidente”.

As privatizações

“Falei que iria cortar na carne. Defendo um Estado mínimo. Vou diminuir de 39 para 20 ministério, passarei todas as empresas envolvidas em corrupção, tudo o que for possível eu vou privatizar. Vou privatizar a Petrobras, que foi um orgulho nacional e hoje é um foco de corrupção, com uma dívida astronômica de R$ 300 bilhões. O petróleo é nosso, mas a Petrobras não é. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal representam a segurança econômica do País, não vamos mexer. Tudo o que for possível privatizar, nós passaremos para a iniciativa privada, pegar os recursos e alocar na educação, na saúde e na segurança.

A medida que eu transfiro essas empresas para a iniciativa privada, essas empresas que dão rombo, que tiram dinheiro do Tesouro para cobri-las, você diminui a transferência de dinheiro dos impostos que poderão ser aplicados na educação e na saúde”.

Contra o casamento gay e a legalização das drogas

“Minha irmã, meu irmão brasileiro. Reafirmo o meu compromisso em defesa do ser humano desde a concepção. Defendo a família segundo o que consta na Constituição, que é o casamento entre homem e mulher. Sou contra a legalização das drogas. Vou criar o Ministério da Segurança Pública para inverter a lógica de hoje, que mantém o cidadão preso dentro de casa e o bandido solto nas ruas. A partir de 1o de janeiro de 2015, todo o trabalhador que ganhe até R$ 5 mil por mês estará isento do Imposto de Renda na conta. Defendo mais Brasil e menos Brasília na vida do cidadão. Deus abençoe você, a sua família e o nosso Brasil”.

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