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18/08/2014 10:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Julian Assange, fundador do Wikileaks, diz que vai sair da embaixada do Equador em Londres

John Stillwell/Reuters

Após mais de dois anos vivendo na embaixada do Equador em Londres, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, anunciou nesta segunda-feira (18) que deve deixar o local “em breve”.

Segundo o porta-voz de Assange, ele não pretende se entregar, e sua saída da embaixada só será possível se a polícia suspender o cerco em torno do local. A polícia londrina vigia o entorno da embaixada 24 horas por dia, segundo o New York Times.

De acordo com a publicação, o custo do cerco já ultrapassou US$ 10 milhões (cerca de R$ 22,3 milhões).

Embora tenha se recusado a dar mais detalhes sobre sua possível saída do local, Assange afirmou que a iniciativa não está relacionada com informações divulgadas pela imprensa inglesa nesse final de semana, que especulam sobre sua condição de saúde.

Segundo a Sky News, Assange estaria com problemas de saúde como arritmia cardíaca, pressão alta e complicações pulmonares. As informações teriam sido reveladas à imprensa por uma fonte ligada ao Wikileaks.

A decisão foi anunciada em uma entrevista coletiva na embaixada, que contou também com a participação do ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño.

Assange se refugiou na embaixada equatoriana em junho de 2012 para evitar a extradição para a Suécia, onde é investigado por assédio sexual – ele nega as acusações.

O fundador do Wikileaks e responsável pelo maior vazamento de informações secretas da história americana diz temer que a Suécia o entregue para ser julgado nos EUA.

Em julho, um tribunal sueco manteve o mandado de prisão contra Assange.

(Com informações da Reuters)