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15/08/2014 16:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Vagão Rosa: Anitta afirma ser contra vagões exclusivos para mulheres no transporte público

Buda Mendes via Getty Images
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 26: Brazilian singer Anitta performs during the opening ceremony of the World Judo Championships at the Maracanazinho gymnasium on August 26, 2013 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)

Na noite da última quinta-feira (14), a cantora Anitta participou do programa Na Moral, de Pedro Bial, e revelou ser contra o “Vagão Rosa”, já sancionado há oito anos no Rio de Janeiro, e vetado em São Paulo nesta semana pelo governador Geraldo Alkmin.

Segundo a cantora, a medida não resolve os problemas de abusos sexuais dentro dos trens e do metrô. “Socialmente não resolve, porque o homem não vai mudar de opinião. Mas o que funciona para nós é que eles parem de se aproveitar das mulheres”, disse a cantora.

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O programa teve como tema o feminismo e, durante o debate, Anitta contou que precisou se defender diversas vezes no transporte público, principalmente nos horários de pico. “Quando tentavam fazer isso (tirar uma casquinha), eu reclamava e as outras pessoas do metrô se mobilizavam”, contou.

Fernanda Montenegro, que também participou da discussão, começou o programa recitando um monólogo baseado em memórias e cartas da escritora Simone de Beauvoir, foi categórica ao dizer que, “uma mulher que depende de homem está perdida”.

“Mulher tem que ser independente, mulher que se torna dependente de homem está perdida. Homem e mulher têm que dividir tudo", afirmou a atriz de 84 anos.

Vagão Rosa:

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vetou na última nesta terça-feira (12) projeto de lei que cria um vagão exclusivo para mulheres, apelidado de "vagão rosa", nos trens do Metrô e da CPTM.

A proposta havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa paulista em 3 de julho, mas recebeu críticas de grupos feministas e de defesa das mulheres.

O embasamento para o veto, além de questões legais e técnicas, considerou o pleito das associações de defesa dos direitos das mulheres, que avaliavam que a proposta representava um retrocesso na luta para ocupação dos espaços públicos e estimulava a segregação, conforme nota do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista). Leia mais aqui.