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12/08/2014 13:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Final alternativo de The Walking Dead cai na web

Muita gente se decepcionou quando Rick Grimes, o vice-xerife de The Walking Dead, estufou o peito nos últimos segundos da temporada para dizer: "They’re screwing with the wrong people" (algo como "eles estão mexendo com as pessoas erradas"). O season finale foi empolgante, mas a audiência questionou se o fim poderia ter sido melhor com o uso de uma só palavrinha: fucking.

A ausência da palavra mágica não foi sentida apenas porque parecia correto o uso do palavrão (são zumbis dominando a porra toda!!!), mas porque a cena nos quadrinhos foi retratada com o glorioso "fucking".

O produtor da série, Scott Gimple, justificou a linguagem mais moderada com as regras da Federal Communications Commission, que regulamenta as produções culturais nos Estados Unidos. De fato, o órgão proíbe o uso da palavra "fuck"’ — ou quaisquer derivações. Mas existem algumas brechas — e o AMC, canal que veicula The Walking Dead, sabe disso. Em Breaking Bad, os produtores poderiam usar uma vez por temporada a palavra (ela seria omitida, através de um muting, da versão que passasse na TV, no entanto).

Um vídeo que caiu na web ontem (11) sugere que os produtores de The Walking Dead cogitaram usar esta carta. Isso porque o final alternativo da temporada conta com a frase original.

Confira:

O vazamento do vídeo reacende a discussão sobre a censura na TV americana. The Walking Dead é uma série notoriamente violenta, com muito sangue e mortes absurdamente tenebrosas. No entanto, um palavrão é proibido. O que ofende mais: a violência prática ou a do discurso?

Na semana passada, Eva Green falou sobre o assunto depois que a MPAA (Motion Picture Association of America) resolveu proibir o cartaz original de Sin City: A Dama Fatal por motivos de excesso de ousadia. A justificativa oficial foi um hipotético e sugestivo mamilo por debaixo da roupa transparente da francesa.

A recomendação fez com que os produtores do filme criassem uma versão caretona do pôster:

A divulgação — e posterior treta — da imagem aconteceu no final de maio, mas repercute até hoje. Convidada do programa Jimmy Kimmel Live, a atriz finalmente falou sobre o assunto. Na entrevista, Eva Green lamentou a postura dos fiscais americanos da MPAA: “Não entendo. A arma da foto não tem problema, mas meus peitos sim. Eles nunca mataram ninguém! Ok, eles até poderiam sufocar alguém, mas…”, disse.