NOTÍCIAS
09/08/2014 13:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Jornalista com black power revela foto do passaporte aprovada por sistema da Polícia Federal: 'Não vamos nos calar'

Divulgação/Facebook

Três semanas após sentir-se constrangida na hora de renovar o passaporte, a jornalista Lília de Souza postou no Facebook a foto do documento que chegou à casa dela. No dia 15 de julho, a jovem baiana teve que prender o cabelo black power na unidade do Polícia Federal (PF) do Salvador Shopping para renovar o documento.

Na ocasião, a PF informou a ela que o sistema de processamento de passaportes não aceitava a fotografia com o cabelo solto.

Neste sábado (9), Lília publicou a montagem feita pelo programa Encontro com Fátima Bernardes, em que o black power dela está "livre", comparando com a imagem registrada no passaporte original.

"Só digo uma coisa: não vamos nos calar!", escreveu, lembrando de um novo caso de passageira com black power que se sentiu incomodada ao tentar obter o passaporte. "Sai da frente, PF, que eu quero passar com meu black. Não vamos aceitar padrão eurocêntrico; viva o cabelo volumoso do povo preto", exclamou com hashtags pelo Facebook.

Padrão internacional de registro de imagens

Com a repercussão do episódio em julho, a Polícia Federal explicou por que foto com black power foi reprovada. Segundo a PF, o sistema adota uma metodologia aceita universalmente, que pode recusar imagens por "inúmeras razões".

Entre os casos em que é necessária uma nova foto, estão: cabelo solto; cabelo muito volumoso; cabelo na frente dos olhos; olho fechado; e ombros ou orelhas que não estão aparentes.

A PF disse que "o procedimento adotado no caso [de Lília] está dentro dos padrões internacionalmente estabelecidos".