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09/08/2014 16:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Aécio Neves diz que qualquer decisão do TCU sobre bloqueio de bens de presidente da Petrobras deve ser respeitada

FABIO VIEIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, considerou neste sábado (9) que qualquer decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionada a um possível bloqueio das contas da presidente da Petrobras, Graça Foster, deve ser respeitada. Aécio participou de ato de campanha em Manaus (AM), ao lado do prefeito da cidade, Arthur Virgílio (PSDB), e representantes do partido no Estado.

"Qualquer decisão do TCU deve ser respeitada", afirmou Aécio na saída do evento.

Ontem, durante visita a obras da ferrovia Norte Sul, no Triângulo Mineiro, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa de Graça Foster e considerou um absurdo a possibilidade de bloqueio de bens dela devido aos prejuízos causados à estatal em razão da compra da refinaria de Pasadena.

No encontro de hoje em Manaus, Aécio defendeu a integração das ações de governo. "Não é aceitável, digno que queiram continuar tentando dividir o Brasil entre 'nós' e 'eles'", afirmou em referência ao governo da presidente Dilma. Segundo ele, caso seja eleito, as portas não estarão abertas, mas "escancaradas" ao povo amazonense.

Sem apresentar propostas concretas para o Estado, o tucano apenas pontuou a necessidade de se criar uma plataforma de ciência e tecnologia para explorar o potencial do Estado.

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No evento, Aécio esteve acompanhado, pela primeira vez, da filha Gabriela e da sobrinha Maria Clara. Antes de o candidato discursar, o prefeito Arthur Virgílio anunciou o nome de todos os prefeitos que apoiam a candidatura de Aécio. "Temos aqui no Estado 61 municípios. Hoje 60% do Amazonas está apoiando Aécio. Vamos levá-lo à vitória de um povo que não aguenta mais injustiça e desmoralização das instituições", disse o prefeito.

Na eleição de 2010, a presidente Dilma teve uma ampla vitória no Amazonas no primeiro e no segundo turnos. No primeiro turno, ela alcançou 64,9% dos votos contra 25,7% de Marina Silva, então PV, e 8,4% de José Serra, candidato do PSDB na época. No segundo turno, a petista alcançou 80,5% dos votos contra 19,4% de Serra.