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08/08/2014 11:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Bancos públicos vão financiar 68% do novo empréstimo às distribuidoras de energia

nouspique/Flickr
Electric transmission lines near Finch/Willowdale intersection, Toronto

Os bancos públicos vão financiar 68% do novo empréstimo de R$ 6,6 bilhões, anunciado nesta quinta-feira, que será concedido às distribuidoras para cobrir as despesas com compra de energia elétrica no mercado de curto prazo. O valor será liberado até 15 de agosto.

Até o momento, oito bancos confirmaram participação no consórcio que financiará a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Pela primeira vez o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participará do pool, liberando R$ 3 bilhões. Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú, Santander, BTG Pactual e Citibank financiarão R$ 3,6 bilhões. De acordo com o Ministério da Fazenda, outros seis bancos podem entrar na nova operação até 15 de agosto.

Ao anunciar a operação, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, justificou o encarecimento do novo empréstimo em relação ao primeiro, que não contou com o BNDES. "Essa operação é mais cara que a primeira porque é a segunda tranche de uma operação cujas garantias estão estruturadas da mesma maneira que a primeira. Sempre quando há operação subordinada o custo tende a ser maior do que a primeira operação", disse. O dinheiro do primeiro empréstimo à CCEE terminou em junho, quando foram liquidados os contratos de curto prazo de energia das distribuidoras referentes a abril.

Trata-se do segundo socorro ao setor elétrico em 2014. O primeiro, em abril, consistia num aporte de 11,2 bilhões de reais financiado por um consórcio de dez bancos. Contudo, o novo empréstimo custará mais caro: os juros passaram de 1,90% mais a taxa de CDI para 2,35% ao ano, mais a taxa. O CDI é o referencial de juros usado pelo mercado para balizar investimentos.

As distribuidoras de energia estão com o caixa comprometido devido ao elevado preço da eletricidade no mercado de curto prazo, resultado da ausência de chuvas e do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

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