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07/08/2014 10:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Para israelenses a guerra em Gaza não teve um vencedor, diz pesquisa

MOHAMMED ABED via Getty Images
A rainbow shines over Gaza City following heavy rainfall on December 12, 2013 as a winter weather front hit the region. In the Gaza Strip, which has been in the grip of a fuel crisis that has affected hospitals, sanitation services and sewerage, torrential rains filled the streets with floodwater and overflowing sewage, and forced the closure of schools and banks. AFP PHOTO/MOHAMMED ABED (Photo credit should read MOHAMMED ABED/AFP/Getty Images)

Para a maioria dos israelenses a guerra na Faixa de Gaza não teve um vencedor, segundo uma pesquisa realizada nesta terça, após a entrada em vigor de um cessar-fogo de 72 horas.

De acordo com a pesquisa do jornal Haaretz, divulgada nesta quarta-feira (6/8), 51% dos israelenses entrevistados consideram que nem Israel nem o Hamas triunfaram, enquanto para 36% o Exército israelense obteve a vitória e para 6% o Hamas saiu vitorioso.

A pesquisa mostra ainda que 56% dos israelenses consideram que o objetivo do governo – destruição dos túneis entre Gaza e o território israelense – foi alcançado de "forma parcial". Além disso, 71% dos entrevistados consideram "excelente" ou "boa" a forma como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comandou a operação militar Limite Protetor.

Na operação, iniciada em 8 de julho, morreram mais de 1.850 palestinos, em sua maioria civis, 64 soldados israelenses e três civis residentes em Israel. O número de feridos passa dos 9.500. A pesquisa ouviu 442 pessoas representativas da população israelense e tem margem de erro de 2,5%.

Cessar-fogo

Israel e as milícias palestinas na Faixa de Gaza, lideradas pelo Hamas, cumpriram à risca o primeiro dia da trégua de 72 horas, sem notícias de incidentes, reporta a rede britânica BBC, nesta quarta-feira.

As delegações de ambas as partes se reúnem nesta quinta (7/8) no Cairo, capital do Egito, onde foi anunciado o cessar-fogo na segunda-feira, para negociar sobre um acordo mais amplo para acabar com as hostilidades, com o governo egípcio como mediador.

Segundo diplomatas que estão no Cairo, apesar do clima tenso, há um “desejo genuíno” entre as partes para pôr fim aos conflitos.

Os prejuízos no território palestino causados pela operação militar israelense foram avaliados em aproximadamente 5 bilhões de dólares (cerca de 11 bilhões de reais).

Os danos vão desde destruição de edifícios públicos e bens particulares, passando por casas, infraestrutura de distribuição de água e eletricidade e a única central elétrica da Faixa de Gaza.

Segundo informações do Exército israelense, os bombardeios atingiram mais de 4.800 alvos.

De acordo com um relatório divulgado nesta terça pelo Ministério da Informação palestino, baseado em estatísticas locais e de organizações internacionais, 10.600 imóveis sofreram as consequências dos bombardeios.

Em Israel, o Ministério das Finanças e economistas independentes calcularam o custo do conflito armado em 3,5 bilhões de dólares (7,7 bilhões de reais), entre armamento, retribuições para 82.000 reservistas, danos materiais, compensações financeiras e perdas de produtividade.

(Com agência EFE)

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