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07/08/2014 09:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

No último dia de trégua na Faixa de Gaza, Israel diz que está pronta para contra-atacar

Por Nidal al-Mughrabi e Lin Noueihed GAZA/CAIRO (Reuters) - Mediadores trabalhavam contra o relógio nesta quinta-feira para conseguir estender a trégua na Faixa de Gaza entre Israel e palestinos, à

MOHAMMED ABED via Getty Images
A shell lies on the ground at the heavily damaged Sobhi Abu Karsh school in Gaza City's al-Shejaea neighborhood on August 5, 2014, as a 72-hour humanitarian truce went into effect in the Gaza Strip after a month of fighting between Hamas and Israeli forces. Hamas may have haemorrhaged rockets and fighters, but its latest war with Israel has boosted its popularity in the Gaza Strip even if long-term gains look remote, analysts say. AFP PHOTO/ MOHAMMED ABED (Photo credit should read MOHAMMED ABED/AFP/Getty Images)

Mediadores correm contra o relógio nesta quinta (7/8) para conseguir estender a trégua na Faixa de Gaza.

A trégua de 72 horas entre Israel e o Hamas, grupo islâmico que controla o enclave, chega hoje a seu último dia.

Israel tem demonstrado interesse em um cessar-fogo prolongado após a destruição de uma rede de 32 túneis utilizada pelo Hamas para abastecer militarmente a região e penetrar no território israelense. A principal exigência é a desmilitarização do enclave.

Os palestinos colocam como condição o fim do bloqueio egípcio-israelense à região e a libertação de prisioneiros.

Em 2007, quando o Hamas assumiu o controle de Gaza, Israel e o Egito fecharam as fronteiras terrestres e marítimas da região - desde então, nada entra e nada sai sem a autorização dos países fronteiriços.

De acordo com a agência Reuters, uma autoridade israelense disse na quarta-feira (6/8) à noite que Israel "expressou sua disposição para estender a trégua sob os termos atuais".

Mas o líder do Hamas baseado no Cairo, Moussa Abu Marzouk, disse: "Se havia uma oportunidade de paz, foi perdida junto com os corpos de nossas crianças e os escombros de nossas casas".

Segundo a agência Associated Press, o Hamas está pronto para retomar os bombardeios caso suas demandas não sejam contempladas no acordo.

Diante da possibilidade, o ministro de Estado Gilad Erdan disse: "Estamos nos preparando para qualquer situação, e se eles recomeçarem os bombardeios, no exército recomeçará com suas operações".

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(Com agências de notícias)

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