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06/08/2014 13:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Polícia usa WhatsApp para investigar 16 assassinatos em Goiânia e não descarta ação de serial killer

Reprodução / Facebook

O aplicativo WhatsApp, que ajudou a difundir boatos sobre um serial killer em Goiânia, está ajudando nas investigações de 16 assassinatos – 15 mulheres e um homem – desde o início do ano. A força-tarefa com 56 investigadores, criada pela Polícia Civil de Goiás para atuar no caso, utiliza o serviço online de mensagens na troca de informações.

“Foi criado um grupo para a gente fazer esse diálogo. Às vezes um delegado ou agente está na rua e precisa de uma informação de outra equipe policial. E assim a comunicação é imediata”, explica ao Brasil Post um dos coordenadores da força-tarefa, o delegado Reinaldo Koshiyama de Almeida.

A sequência de assassinatos em circunstâncias semelhantes, desde o início do ano, tem assustado a população e mobilizou as autoridades locais. Desde segunda-feira (4), sete delegados entraram no caso, além de de dez escrivães e 30 agentes policiais. Já havia nove delegados da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios atuando na investigação.

Após reunião na tarde de terça-feira (5), o grupo resolveu incluir mais seis casos na investigação. Além de doze assassinatos de mulheres, foram acrescidos outros três homicídios femininos, duas tentativas de homicídio e o assassinato de um homem, todos cometidos por motocilistas usando capacete.

Cada novo delegado ficou com dois ou três casos específicos parecidos entre si. O grupo troca informações a fim de encontrar procedimentos comuns a mais de um homicídio e conseguir avançar nas investigações.

A polícia não descarta a possibilidade de que uma mesma pessoa ter sido autora de mais de um assassinato, mas faz uma ponderação. “Uma pessoa pode ter cometido mais de um crime, mas os 18 não”, diz Koshiyama.

Além do criminoso na moto, em todos os casos não há uma motivação aparente para os crimes. De acordo com o delegado Koshiyama, normalmente, quando há assassinato, as vítimas têm um histórico de envolvimento com crimes, ou as mortes acontecem junto com um assalto. Esse padrão não está presente nos casos investigados.

“Se é uma pessoa que tem envolvimento com tráfico de droga ou alguma ameaça que manche a vida dela, aí é mais comum um homicídio, uma vingança, mas situações iguais a essa menina de 14 anos, que não tem nenhuma ameaça, são atípicas”, afirmou Koshiyama. Ele se refere à morte mais recente, da adolescente Ana Lídia, assassinada em um ponto de ônibus no último sábado (2).

Foram identificados suspeitos para alguns crimes e já foram executadas algumas medidas cautelares, como mandados de busca e de prisão. A polícia não informou mais detalhes para não atrapalhar as investigações.

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