NOTÍCIAS
05/08/2014 15:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Ministro do STF manda soltar chefe da máfia dos ingressos

TASSO MARCELO via Getty Images
The CEO of Match Hospitality, a subsidary company of FIFA in charge of World Cup ticket packages, Raymond Whelan sits at a police station in Rio de Janeiro after being arrested accused of leading a network that illegal sold game passes, on July 7, 2014 in Rio de Janeiro. AFP PHOTO/TASSO MARCELO (Photo credit should read TASSO MARCELO/AFP/Getty Images)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou, nesta terça-feira (5), a soltura de Raymond Whelan, CEO da Match Services, acusado de chefiar uma máfia internacional de venda ilegal de bilhetes de jogos da competição.

Preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, desde 14 de julho, Whelan teve, anteriormente, pedidos de liberdade negados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O habeas corpus protocolado no Supremo – este sim, bem sucedido - foi apresentado pelo advogado Fernando Fernandes, que também foi investigado por suspeita de ter facilitado a fuga de seu cliente quando o este esteve hospedado, durante o Mundial, no Copacabana Palace, após ter sido preso pela primeira vez e solto em seguida.

A defesa de Whelan argumentou que houve "constrangimento ilegal" pelo fato de a Copa do Mundo já ter acabado, não havendo, portanto, motivo para a manutenção da prisão. Ainda de acordo com a defesa do executivo, o tipo de ingresso "hospitality" permite o acesso do torcedor a um setor Vip, com alimentação “de luxo”. Assim, não haveria preço fixo para o bilhete - a Match é a única empresa autorizada pela Fifa para a venda de pacotes de ingressos e camarotes da Copa 2014.

Para a polícia, porém, escutas telefônicas apontaram que o esquema ilegal operado pelo argelino Mohamed Lamíne Fofana tinha como contato Raymond Whelan. Três empresas de turismo localizadas em Copacabana, interditadas por policiais, faziam contato com agências de turismo que vendiam ingressos acima do preço de tabela.