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05/08/2014 09:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Conta de luz pode ficar mais cara do que o previsto

Marcelo D. Sants/Estadão Conteúdo

Documento interno da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) obtido pelo jornal Folha de S. Paulo revela que o aumento da conta de luz será maior do que o anunciado pelo governo na última semana.

No documento de 2013, está registrado que a cada R$ 1 bilhão de dívida do setor, as tarifas aumentariam 0,8 ponto percentual. O total dos empréstimos foi de R$ 17,7 bilhões, de modo que representaria um impacto de 14,16% no bolso do consumidor. A agência afirmou ao jornal, em nota, que apesar de a lógica estar correta, "o repasse se dá durante dois ciclos tarifários, que ocorrem a partir de 2015".

Mesmo no governo não há consenso sobre como vai ocorrer o aumento. Na última terça-feira (29), o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou que o aumento seria de 8%, dividido em dois anos. No dia seguinte, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o impacto seria escalonado em três anos, com aumentos de 2,6% em 2015, 5% em 2016 e 1,4% em 2017, ainda de acordo com a Folha.

Segunda parcela pendente

O governo ainda não fechou a segunda parcela do aporte de ajuda às distribuidoras de energia, no valor de R$ 6,5 bilhões. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) vai realizar uma assembléia na sexta-feira (15) para fechar o negócio.

A principal dificuldade é chegar a uma acordo com os credores. Os bancos querem uma remuneração mais alta do que a ofertada na primeira parcela, de 1,9% ao ano. Com a demora nas negociações, as distribuidoras terão de gastar cerca de R$ 300 milhões do próprio bolso para comprar energia no mercado em junho, segundo o jornal.

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