NOTÍCIAS
04/08/2014 12:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Ataques aéreos em Gaza matam criança durante trégua de Israel

ASSOCIATED PRESS
Palestinian medics try to revive Raghad Masoud, 34 months, who was injured in an Israeli strike, at the Kuwaiti hospital at Rafah refugee camp, in southern Gaza Strip, Monday, Aug. 4, 2014. Israel withdrew most of its ground troops from the Gaza Strip on Sunday in an apparent winding down of the nearly monthlong operation against Hamas that has left more than 1,800 Palestinians and more than 60 Israelis dead. (AP Photo/Khalil Hamra)

Um ataque aéreo israelense atingiu uma casa na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (4/8), matando uma menina de 8 anos durante os primeiros minutos de uma trégua unilateral de Israel nesta segunda-feira, informaram autoridades palestinas.

Repórteres que estão na Cidade de Gaza ouviram o som de uma aeronave seguido por uma explosão e viram uma nuvem de fumaça subir do campo de refugiados de Shati, ao norte da cidade. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, a explosão deixou 30 feridos.

Um porta-voz do Exército de Israel disse que o ataque estava sob investigação.

O Exército disse que um ataque israelense em Jabalia, antes de a trégua entrar em vigor, matou um chefe de inteligência da Jihad Islâmica, grupo militante que luta ao lado do Hamas. O homem, Daniel Mansour, supervisionava o lançamento de foguetes contra Israel, afirmaram os militares.

Israel declarou um cessar-fogo de sete horas enquanto muitas de suas forças se retiravam do território costeiro. O Exército disse que não faria disparos entre 10h e 17h (horário local, entre 4h 10h em Brasília) na maior parte de Gaza para permitir a chegada de ajuda humanitária a civis locais e para permitir que parte das 260 mil pessoas que saíram de suas casas por causa do conflito voltassem para suas residências.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 27 palestinos foram mortos nas horas anteriores à trégua, elevando o número de vítimas fatais para 1.835. Israel perdeu 64 soldados em combate e três civis em ataques de foguetes contra território israelense, segundo o Exército.

O Exército disse que moradores de suas cidades a leste de Khan Yunis, onde ocorreram pesados confrontos na semana passada, podiam voltar para suas casas.

Segundo o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, a pausa humanitária, a oitava desde o início do conflito, tem como objetivo "desviar a atenção dos massacres cometidos por Israel" e pediu que os moradores do território costeiro mantenham a cautela.

Israel disse que a trégua não se aplicava à parte leste de Rafah, a cidade mais ao sul de Gaza, onde os militares têm destruído a rede de túneis subterrâneos do Hamas.

Tanques e outros veículos do Exército foram vistos deixando Gaza no domingo em direção ao lado israelense da fronteira. Um oficial disse que a maioria dos soldados enviados para o território costeiro já haviam deixado o local.

Israel retirou-se de uma rodada de conversações sobre um cessar-fogo, que fora marcada para o final de semana no Cairo, afirmando que o Hamas Haia violado tréguas anteriores e que o grupo não é confiável.

O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido disse estar "investigando com urgência" afirmações de que um trabalhador humanitário britânico foi morto em Rafah, sul de Gaza, informou a rede Sky News. Fonte: Dow Jones Newswires.

LEIA MAIS

- Ataque de Israel deixa ao menos 10 mortos em escola da ONU em Gaza

- Ban Ki-moon: Ataque contra escola é um ato criminoso

- Palestinos não conseguem fugir pelas fronteiras da Faixa de Gaza

Eleições nos EUA
As últimas pesquisas, notícias e análises sobre a disputa presidencial em 2020, pela equipe do HuffPost