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31/07/2014 10:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

ONU diz que Israel e Hamas estão cometendo crimes de guerra na Faixa de Gaza

ASSOCIATED PRESS
A boy looks through a hole on the wall made by the shelling at the Abu Hussein U.N. school in the Jebaliya refugee camp in the northern Gaza Strip on Wednesday, July 30, 2014. Some 3,300 Gazans seeking shelter from the fighting had been crowded into the U.N. school in Jebaliya refugee camp when it was hit by a series of Israeli artillery shells. (AP Photo/Hatem Moussa)

Tanto Israel quanto o Hamas estão cometendo crimes de guerra. A acusação foi feita pela alta comissionária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, em coletiva de imprensa na manhã desta quinta (31).

De acordo com Pillay, o bombardeamento de áreas densamente populadas pelos dois lados do conflito consiste em "violação da lei humanitária internacional, portanto, um crime de guerra".

Cerca de 1300 palestinos - em sua imensa maioria, civis - e 59 israelenses - em sua maioria, militares - morreram desde 8 de julho, quando a violência na região começou a se intensificar.

Veja a proporção de palestinos e israelenses mortos em Gaza

A comissária também criticou o apoio dos Estados Unidos a Israel - o país proporciona armamento ao exército israelense.

"Os Estados Unidos deveriam fazer mais para parar as mortes, para que as partes em conflito dialoguem", disse.

Violência sem fim

A despeito dos apelos internacionais por um cessar-fogo na região, Israel convocou na manhã desta quinta (31) mais 16000 reservistas, aumentando o contingente militar israelense para 86000 homens e mulheres. As informações são do jornal israelense Haaretz.

Segundo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a mobilização tem o objetivo de destruir - "com ou sem cessar-fogo" - as redes túneis do Hamas usadas para invadir territórios israelenses.

De acordo com Israel, 32 túneis já foram descobertos e demolidos.

Este vídeo produzido pela BBC News mostra o interior de um túnel de concreto construído a 50 metros de profundidade, utilizado por militantes do Hamas para atravessar a fronteira de Israel, penetrar em um kibutz (vila judaica) e matar cinco soldados israelenses na segunda-feira (29).

Enquanto Benjamin Netanyahu discursava, sirenes alertando bombardeios soavam em Gaza.

Depois de uma quarta-feira (30) sangrenta que deixou mais de 100 mortos - inclusive 16 que se refugiavam em uma escola da ONU no distrito de Jabaliya - os ataques continuaram na manhã desta quinta (31).

Como mostra esta reportagem em vídeo da BBC, crianças dormiam grudadas com os pais no chão da escola quando foram atingidas, sem aviso, pelas bombas.

Segundo Christopher Gunness, porta-voz da ONU, Israel foi avisada 17 vezes de que aquela escola refugiava civis.

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