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28/07/2014 22:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Dr. Rey tem que provar que fala português para não ter candidatura impugnada (VÍDEO)

RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTA

Candidato a deputado federal nas eleições de outubro pelo PSC (Partido Social Cristão), o cirurgião plástico Roberto Miguel Rey Junior, o Dr. Rey, teve de passar por uma situação no mínimo inusitada no último domingo (27). Ele compareceu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para comprovar que é alfabetizado na língua portuguesa.

“Hoje no Tribunal Regional Eleitoral, atestando minha assinatura e privando escolaridade! Inclusive, trouxe meus diplomas da Harvard (aonde também fiz mestrado em Ciências Políticas)! In Brazil, One hás to prove literacy---i brought my Harvard Degrees, just in case.... (sic)”, escreveu Dr. Rey em sua página no Facebook.

A situação vivida pelo cirurgião plástico é parecida àquela vivida pelo humorista Tiririca há quatro anos, quando também era candidato a deputado federal. No caso de Dr. Rey, a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) questionou a falta do documento que comprovada a alfabetização em português do médico, segundo informou o G1.

Ele deixou o Brasil quando tinha 11 anos de idade e se formou em cirurgia plástica e ciências políticas na aclamada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A declaração de bens de Dr. Rey também foi questionada pela PRE-SP. O candidato disse ter apresentado a documentação e agora a procuradoria irá analisar o caso.

Em caso de ausência de dados, a candidatura do cirurgião pode ser impugnada e o caso deverá ir parar na Justiça Eleitoral. A situação revoltou Dr. Rey. “Eu estudei mais do que o Lula e o Tiririca no Brasil. O Lula foi até a 4ª série, o Tiririca nem estudou direito e eu fui até a 6ª série”, disse o médico ao G1.

O pedido da PRE-SP foi feito no dia 20 deste mês, mas é possível entender as dúvidas. Ainda mais se você acompanhar algumas postagens de Dr. Rey em seu Facebook, nas quais ele "escorrega" no português.

Ainda que não formalmente, o cirurgião deve ter o apoio incondicional de dois de seus “grandes amigos”, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro, com os quais se encontrou durante o lançamento da sua candidatura em São Paulo, no mês passado.

O caso deve ter novidades ainda nesta semana.