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27/07/2014 17:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

PMs que arrastaram mulher no Rio já voltaram ao trabalho, diz corporação

Marcos de Paula/Estadão Conteúdo

Os seis policiais militares acusados pela morte da auxiliar de serviços gerais Cláudia da Silva Ferreiraarrastada por uma viatura da PM após ter sido baleada no Morro do Congonha, em Madureira, no Rio de Janeiro, no dia 16 de março – já voltaram ao trabalho. A informação foi publicada pelo G1, após confirmação da corporação.

A Polícia Militar disse que os seis PMs – Rodney Archanjo, Adir Machado, Alex Sandro Alves, Gustavo Meirelles, Ricardo Boaventura e Zaqueu Bueno – realizam trabalhos internos e estão longe das ruas. A prisão temporária de todos terminou em abril deste ano (ou seja, ficaram não mais do que 30 dias atrás das grades), o que permitiu a retomada das atividades.

Eles não poderão voltar para o trabalho nas ruas pelo menos até o julgamento da morte de Cláudia, a ser realizado no Tribunal de Justiça do Rio, e a conclusão do inquérito militar a que respondem pela morte da auxiliar de serviços gerais.

Somente dois dos seis policiais envolvidos constam como autores de 16 homicídios, segundo dados da própria PM fluminense. Em sua defesa, os policiais alegam que Cláudia foi baleada durante um confronto com traficantes, o que moradores do Morro da Congonha negam.

Ferida, ela foi colocada na traseira da viatura e seu corpo foi arrastado por 350 metros. Um vídeo divulgado pelo jornal Extra na ocasião flagrou a ação desastrada dos PMs. O caso causou revolta não só no Rio, mas em todo o Brasil.

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