MUNDO
26/07/2014 21:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

New York Times pede a liberação da maconha nos EUA em nível federal

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Neste domingo (27), o conselho do New York Times — um dos mais tradicionais jornais dos EUA, com posição abertamente liberal — traz um editorial sobre a posição do veículo em relação à regulamentação da maconha. Eles são taxativos: é preciso legalizar.

O jornal compara o tratamento dado à cannabis à Lei Seca, que proibiu bebidas alcoólicas em solo norte-americano entre os anos 1920 e 1933.

"Os Estados Unidos levaram treze anos para colocar a razão no lugar e acabar com a Lei Seca. Treze anos nos quais as pessoas continuavam bebendo, apesar dos cidadãos que não obedeciam a lei se tornarem criminosos", diz o texto. "Há mais de quarenta anos o Congresso aprovou o banimento da maconha que está em vigor, o que levou um grande mal à sociedade ao proibir uma substância tão menos perigosa que o álcool."

Este "grande mal à sociedade" é explicado no final do editoral:

Os custos sociais das leis da maconha são grandes. Houve 658 mil prisões por porte de maconha em 2012, de acordo com os números do FBI, comparado com as 256 mil prisões por cocaína, heroína e seus derivados. Pior ainda: o resultado é racista, pois recai desproporcionalmente em jovens negros, arruinando suas vidas e criando novas gerações de criminosos de carreira.

Os estados e o governo federal

Os norte-americanos aceitam melhor a existência da cannabis na sociedade. Em abril de 2013, pela primeira vez em quatro décadas de pesquisas sobre cannabis, a PewResearch constatou que a maioria dos norte-americanos (52%) é a favor da legalização da maconha.

Entretanto, os estados norte-americanos têm autonomia perante o governo federal para definir regras sobre o uso da maconha — inclusive, a maioria da população (64%) prefere que o governo federal não interfira nos processos de regulamentação ou não, conforme uma pesquisa do Gallup de 2012, mesmo ano em que foi aprovada na assembleia do estado do Colorado o Emenda Constitucional 64, que permite o uso pessoal de maconha por cidadãos maiores de 21 anos, assim como a manufatura e a venda de cannabis.

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No Colorado, o comércio legal de maconha começou em 1º de janeiro de 2014. Três meses depois, a BBC atestava o "sucesso" da legalização — não apenas para o usuário, mas também para o governo estadual, que previa que "a taxação de 12,9% sobre maconha legal engordará os cofres públicos em US$ 100 milhões neste ano fiscal. (...) Estimativas contidas no orçamento do Executivo estadual indicam que a indústria local alcance US$ 1 bilhão por ano, com as vendas para fins recreativos respondendo por mais de 60% disto."

Este cenário de "sucesso", contudo, pode esconder o risco de deixar a legislação a cargo dos demais estados, na visão do conselho do New York Times. Eles afirmam ter considerado a ideia de Washington manter-se distante do assunto enquanto os estados continuam a experimentar entre a legalização do uso medicinal, a redução das penalidades ou, até mesmo, a legalização plena. "Quase três quartos dos estados têm tomado alguma dessas opções", afirma o editorial. "Mas isso deixaria seus cidadãos vulneráveis ​​aos caprichos de quem quer que esteja na Casa Branca" e tenha o poder de "fazer cumprir ou não uma lei federal".