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24/07/2014 16:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Corpo de Eliza Samúdio, amante de Bruno, "está inteiro" e "enterrado perto de aeroporto", diz primo do jogador (VÍDEO)

Após quatro anos, uma nova indicação pode pôr finalmente um ponto final no caso envolvendo Eliza Samúdio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. O primo do ex-jogador do Flamengo, Jorge Rosa Sales, afirmou nesta quinta-feira (24), em entrevista à Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro, que sabe onde está o corpo da jovem, morta em 2010 em Minas Gerais.

De acordo com o rapaz, que era menor de idade na época do crime, ele resolveu “falar a verdade” apenas agora – após ter mudado várias vezes a sua versão perante à polícia e na Justiça – após “pensar muito” e por “querer que a mente fique tranquila”.

O primo de Bruno contou que Eliza foi asfixiada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na cidade de Vespasiano (MG). Depois disso, o corpo da jovem foi envolto em um lençol, colocado em um saco e levado para uma área afastada, próxima ao Aeroporto de Confins, na Grande Belo Horizonte. Lá, o corpo – que estava sem uma das mãos e não foi esquartejado, segundo Sales – foi enterrado.

“Ela está enterrada num sitiozinho em BH próximo ao Aeroporto de Confins. Antes de chegar no aeroporto. É uma estrada de chão bastante deserta, não tem muito movimento, praticamente abandonada. Eu identifico com um pé de coqueiro que é meio curvado. Sou muito observador, eu sei ver o local, sei chegar. Eu só estou dando essa reportagem aqui porque eu quero que a minha mente fica tranquila. Acabar com isso logo para a mãe dela poder enterrar a filha dela”, disse Sales à rádio fluminense.

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O primo de Bruno cumpriu medidas socioeducativas na época do crime e foi solto em 2012. Ele afirmou ainda que o ex-goleiro do Flamengo não teve envolvimento na morte de Eliza, jogando toda a culpa sobre o amigo e então secretário pessoal de Bruno, Luiz Henrique Romão, o Macarrão – este ainda seria responsável, de acordo com Sales, pela morte de outro primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales, assassinado em 2012.

À UOL, a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que o delegado Wagner Pinto, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), vai pedir uma cópia da entrevista de Sales e, após análise, decidirá se convoca o primo de Bruno para novos esclarecimentos ou ainda uma busca no suposto local onde estaria o corpo de Eliza Samúdio.

Já o advogado de Bruno, Francisco Simim, não viu a entrevista de Sales e afirmou ao G1 que quem deve acompanhar o caso é a polícia. Entretanto, ele admitiu que, caso o corpo fosse encontrado, poderia ajudar o jogador no recurso impetrado pela defesa quanto à condenação por ocultação de cadáver.

Julgado culpado pelo crime e apontado como mandante, Bruno acabou condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, sem direito a recorrer em liberdade.