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22/07/2014 12:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Novo técnico da Seleção, Dunga aposta em planejamento e equilíbrio emocional dos jogadores

MARCELO MOREIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

De volta ao comando da Seleção Brasileira, Dunga foi apresentado nesta terça-feira (22) pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em entrevista coletiva, o novo técnico exaltou a importância do planejamento, associado aos talentos individuais em capo, para os próximos desafios, sobretudo Copa América (2015), Olimpíadas (2016) e, claro, Copa do Mundo (2018).

Dunga buscou minimizar o glamour do futebol-arte que consagrou craques como Pelé. "O ídolo a gente não cria; ele é que vai conquistando seu espaço", disse. "Falamos muito de talento e improvisação, mas ao mesmo tempo elogiamos muito o planejamento da Alemanha."

O treinador destacou a organização e o trabalho de seleções da América do Sul, cujo rendimento melhorou bastante nos últimos anos, tais como a vice-campeã mundial Argentina, além de Colômbia e Uruguai. Ele acredita que a mescla de jogadores novos e mais experientes é um caminho a ser seguido pelo Brasil.

Dunga também sublinhou a necessidade de "equilíbrio emocional" dos jogadores. Houve muito chororô dentro de campo durante a Copa do Mundo. Jogadores do Brasil chegaram a admitir que emocional pesou para a goleada ocorrer na partida contra a Alemanha. "A gente tem que passar emoção no momento certo", disse Dunga, taxativo.

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Sobre a rejeição ao seu nome, revelada em enquetes de sites, Dunga ponderou que há muitos torcedores apoiando seu retorno. "É como uma eleição; nem sempre ganha o favorito das pesquisas", comparou. "Tenho que conquistar [mais pessoas] com resultados, trabalhos, coerência e transparência."

Ele revelou que teve diversas propostas para trabalhar como técnico de futebol, depois de sair do comando do Internacional, em 2013. Como não fechou nenhuma, preferiu não divulgá-las.

Relação com a imprensa

Um pouco nervoso ao iniciar a entrevista coletiva, Dunga admitiu que precisa melhorar muito o relacionamento com os jornalistas. "Fiz minha reflexão, foi um aprendizado muito bom, preciso aprimorar isso."

Ele diz que está pronto para receber críticas e sugestões, mas pediu uma compreensão mútua entre jornalistas e comissão técnica. "O combinado tem que ser cumprido; eu levo tudo na ponta da faca, cumpri tudo que foi combinado", afirmou, referindo-se ao respeito de horários específicos para entrevistas com jogadores.

Na primeira passagem de Dunga à frente da Seleção, foram 60 jogos, com 42 vitórias, 12 empates e apenas 5 derrotas. São números positivos que ele espera repetir - ou até mesmo superar - em sua nova gestão.

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