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21/07/2014 16:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Fifa volta a adiar entrega de relatório sobre corrupção

AP
FILE - In this file photo dated Thursday Dec. 16, 2010, showing FIFA President Sepp Blatter, right, being welcomed by AFC president Mohammed bin Hammam upon his arrival in Doha, Qatar. FIFA’s executive committee meets Thursday Oct. 3, 2013 and Friday Oct. 4 at the headquarters of the football governing body in Zurich and plans to discuss the scheduling of the 2022 World Cup in Qatar. (AP Photo/Osama Faisal, file)

A Fifa anunciou nesta segunda-feira que vai atrasar a entrega do relatório com as conclusões da investigação sobre as denúncias de compra de votos no processo de escolha das sedes da Copa do Mundo. Antes prevista para o fim de julho, a entrega deverá acontecer no início de setembro.

De acordo com a entidade máxima do futebol, o seu comitê de ética pediu para concluir as investigações na primeira semana de setembro. É mais um adiamento do prazo dado pelo norte-americano Michael Garcia, responsável pelas investigações.

No início de junho, questionado por jornalistas, ele prometeu que entregaria o relatório em 9 de junho. Assim, serão pelo menos três meses de atraso, caso a nova data seja respeitada.

Ele investiga a denúncia de que cartolas do Catar teriam pago pelo menos US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 11,2 milhões) para comprar votos para que o país fosse escolhido como sede do Mundial. O maior alvo da denúncia é Mohamed Bin Hammam, um dos principais agentes do futebol do Catar, que teria atuado em diversas regiões do mundo para comprar apoio. A principal delas foi justamente a África, que teve quatro cartolas votando na eleição.

Bin Hammam teria usado mais de dez fundos para fazer dezenas de pagamentos de até R$ 447,8 mil para presidentes de 30 federações de futebol no continente. O Comitê Organizador da Copa no Catar nega as acusações.