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20/07/2014 12:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Conferência sobre Aids em Melbourne homenageia vítimas de avião derrubado na Ucrânia

Uma conferência internacional sobre Aids foi aberta na Austrália neste domingo (20) com uma homenagem aos especialistas e ativistas que foram mortos a caminho do encontro quando o avião Malaysia Airlines foi derrubado na Ucrânia na última quinta-feira.

Membros da cerimônia de abertura da 20ª Conferência Internacional de Aids, em Melbourne, fizeram um minuto de silêncio para os seis pesquisadores de HIV e ativistas mortos no voo MH17. Entre os que perderam a vida no avião abatido estava Joep Lange, ex-presidente da Sociedade Internacional de Aids e um proeminente pesquisador no assunto.

A Sociedade Internacional de Aids confirmou na noite de sábado os nomes dos cientistas e ativistas mortos na queda do avião:

Joep Lange, ex-presidente da sociedade e professor de medicina;

sua parceira e funcionária do Instituto de Saúde Global de Amsterdã, Jacqueline Jacqueline van Tongeren;

Lucie van Mens, diretora da Companhia pela Saúde da Mulher;

Glenn Thomas, coordenador de mídia da Organização Mundial da Saúde;

os ativistas Pim de Kuijer e Martine de Schutter.

Rebeldes dizem estar com as caixas-pretas do avião

Insurgentes ucranianos recuperaram as caixas-pretas do voo MH17, da Malaysia Airlines, e prometeram entregá-las à Organização da Aviação Civil Internacional, disse o líder rebelde Alexander Borodai neste domingo.

Os separatistas ucraniano também assumiram total controle sobre corpos recuperados no local do acidente. Os corpos e restos mortais de parte das 298 vítimas do voo MH17, da Malaysia Airlines, foram colocados em três vagões refrigerados na cidade de Torez, na Ucrânia.

Vagões refrigerados onde estariam sendo guardados parte dos restos mortais das vítimas do avião derrubado na Ucrânia.

As equipes ucranianas fecharam as portas metálicas dos vagões após os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) olharem brevemente os restos mortais. No interior, sacos pretos de corpos escondiam partes das vítimas do incidente, que haviam sido embaladas por voluntários e trabalhadores do setor de emergência da Ucrânia no local. Eles exalava um cheiro forte, visto que muitos haviam sido deixados sob o calor do sol por dois dias.

As equipes de emergência ainda não recuperaram os restos mortais de mais de 100 passageiros do voo.

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Falando na estação ferroviária, o porta-voz da missão de monitoramento da OSCE, Michael Bociurkiw, disse que os observadores haviam confirmado que os corpos foram colocados nos três vagões refrigerados, mas ele não deu um número exato, nem pode afirmar com certeza se todos eram de passageiros do desastre. O representante afirmou que os corpos provavelmente permanecerão na estação de trem nos vagões até que uma decisão seja tomada sobre o seu próximo destino.

Não está claro para onde os corpos e restos vão em seguida. Autoridades ucranianas têm sugerido que eles sejam levados para a cidade de Kharkiv, no leste do país, cerca de 300 quilômetros ao norte do local. Kharkiv é conhecida por ter algumas das melhores instalações forenses do país. Mas os rebeldes separatistas têm se mostrado hostis sobre a cooperar com o governo ucraniano.

A equipe da OSCE, juntamente com representantes da Rússia e da Ucrânia, está em discussões com os grupos separatistas em uma tentativa de melhorar a cooperação e obter melhor acesso ao local do incidente, afirmou Greminger.