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18/07/2014 19:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Dilma volta a criticar médicos brasileiros, provoca Aécio e diz que evasão de Mais Médicos é de apenas 1,2%

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

Em campanha, a presidente Dilma Rousseff recorreu ao bate-papo de Facebook nesta sexta-feira (18), desta vez para falar sobre o programa Mais Médicos. Ela assegurou que a evasão do programa é mínima e desprezou as críticas feitas pelo senador Aécio Neves (PSDB), seu principal adversário na corrida presidencial.

Também voltou a dizer que os médicos brasileiros preferiam áreas ricas do País e chamou de "distorcida e injusta" a distribuição dos profissionais pelo País, antes da implementação do Mais Médicos, no segundo semestre de 2013.

Ela mostrou um conjunto de mapas para demonstrar como agora há mais médicos no interior e em municípios mais pobres, sobretudo no Norte e Nordeste:

"Todos os médicos preferiam o litoral e as regiões ricas das cidades", afirmou a presidente, sem falar precisamente das más condições das unidades básicas de saúde - um dos principais argumentos dos médicos brasileiros para não ir para localidades mais pobres.

Como o Mais Médicos tem prazo (três anos renováveis por mais três), ela destacou a necessidade de ampliar vagas de graduação nas faculdades de medicina. E lembrou que a meta dela, para o caso de um segundo mandato, é criar 11.500 vagas nas instituições de ensino superior até 2017.

"A prioridade é para cidades e regiões que não contam com faculdades", prometeu.

Além de distribuir melhor os médicos pelo Brasil, o programa, segundo Dilma, está desafogando os pronto-socorros por causa do reforço deles na atenção básica (postos de saúde).

Ela ressalta também a humanização do atendimento dos pacientes consultados pelos estrangeiros. "O vínculo humano estabelecido entre médico e paciente é o que mais tem sensibilizado quem teve acesso a um atendimento do Mais Médicos."

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'Aécio é contra o Mais Médicos'

Dilma respondeu a um eleitor sobre as críticas de Aécio ao programa. Ele promete manter o Mais Médicos se for eleito, mas com mudanças no acordo com o governo cubano, a fim de garantir a mesma bolsa para os médicos vindos do país. Hoje, eles ganham R$ 3 mil, enquanto os brasileiros e de outras nacionalidades recebem R$ 10 mil.

"Para nós, as críticas ao programa feitas pelo senador não significam uma sugestão para a melhoria do programa", afirmou Dilma. "Na verdade, essas críticas demonstram simplesmente que o senador é contra o Mais Médicos, aliás como foi a posição do seu partido, ao longo de todo o processo de aprovação", provocou.

Sobre a desistência de médicos cubanos, Dilma minimiza o problema. "Não há evasão significativa de médicos do programa", diz, acrescentando que apenas 1,2% dos profissionais deixaram o programa. Desses, 82% eram brasileiros.