MUNDO
16/07/2014 21:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Tribunal da Suécia mantém mandado de prisão para Assange

Por Johan Ahlander ESTOCOLMO (Reuters) - Um tribunal sueco manteve nesta quarta-feira um mandado de prisão para o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está há dois anos dentro da embaixada do

AFP via Getty Images
EMBARGOED UNTIL 0001GMT ON WEDNESDAY, JUNE 19, 2013Wikileaks founder Julian Assange speaks to the media inside the Ecuadorian Embassy in London on June 14, 2013, ahead of the first anniversary of his arrival there on June 19, 2012. A year after seeking refuge at the Ecuadorian embassy in London, Julian Assange remains fearful of US 'revenge' over the WikiLeaks disclosures and aware that the diplomatic deadlock over his case may continue for months, if not years. AFP PHOTO/POOL/ANTHONY DEVLIN (Photo credit should read Anthony Devlin/AFP/Getty Images)

ESTOCOLMO (Reuters) - Um tribunal sueco manteve nesta quarta-feira um mandado de prisão para o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está há dois anos dentro da embaixada do Equador em Londres para escapar da extradição para a Suécia, onde é acusado de abuso sexual.

Promotores suecos querem interrogar Assange a respeito das acusações feitas por duas voluntárias do WikiLeaks. Assange nega as acusações e trava uma batalha judicial contra o pedido de extradição desde sua detenção na Grã-Bretanha, em dezembro de 2010.

Assange diz ter medo que a Suécia o entregue para os Estados Unidos para ser julgado pelo maior vazamento de informações secretas da história dos EUA.

"O tribunal distrital avalia que as razões para o mandado de prisão compensam a violação e efeitos adversos que a medida implica para Julian Assange", disse a juíza Lena Egelin. "Assim sendo, ele continua sendo procurado para sua detenção", acrescentou.

Advogados de Assange argumentam que o mandado de prisão deveria ser rejeitado, porque não pode ser cumprido, enquanto ele estiver na embaixada e que os promotores não consideram a possibilidade de interrogá-lo em Londres. Thomas Olsson, um dos advogados suecos de Assange, disse que vai recorrer da decisão.

O Equador, que concedeu asilo político a Assange, quer que Londres garanta uma passagem segura para ele viajar a Quito, mas o governo britânico cercou a embaixada com policiais 24 horas por dia para detê-lo se sair do prédio.

Em entrevista à Reuters no ano passado, Assange disse que não deixaria a embaixada em Londres, mesmo se a Suécia deixasse de procurá-lo pela acusação de abuso sexual porque teme ser preso por ordem dos Estados Unidos.