MUNDO
16/07/2014 20:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Ataque naval mata quatro crianças em Gaza e Israel propõe "trégua humanitária" por cinco horas

Por Nidal al-Mughrabi e Allyn Fisher-Ilan GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Um bombardeio israelense matou quatro meninos em uma praia de Gaza nesta quarta-feira, disse uma autoridade médica local, e

MENAHEM KAHANA via Getty Images
A picture taken from the Israeli Gaza border shows smoke billowing from the Gaza Strip following an Israeli air strike on July 16, 2014. Israel intensified its bombardment of Gaza, killing four children on a beach in an apparent naval salvo and launching deadly air strikes, as regional leaders sought to end the killing. AFP PHOTO/MENAHEM KAHANA (Photo credit should read MENAHEM KAHANA/AFP/Getty Images)

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Um bombardeio israelense matou quatro meninos em uma praia de Gaza nesta quarta-feira, disse uma autoridade médica local, e militantes palestinos dispararam mais de 100 foguetes contra Israel depois de uma tentativa fracassada do Egito de interromper mais de uma semana de guerra.

Ainda nesta quarta-feira, Israel concordou com a proposta de uma pausa de cinco horas nas hostilidades por razões humanitárias, depois de conversas com autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU). A interrupção dos ataques se dará entre 10h e 15h no horário de Israel (das 3h às 8h no horário de Brasília).

O grupo islâmico Hamas, que controla Gaza e rejeitou o cessar-fogo proposto pelo Egito para encerrar o conflito de nove dias, aceitou, segundo a BBC, a trégua humanitária.

Após o bombardeio na praia, seis outros palestinos, entre eles quatro da mesma família, incluindo uma mulher de 70 anos e duas crianças de 4 e 6 anos, foram mortos por dois ataques aéreos israelenses na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, afirmaram médicos da localidade.

Israel exortou a população a se retirar de vários distritos da Faixa de Gaza, onde mais de 100 mil pessoas vivem, ameaçando uma invasão terrestre do território costeiro densamente povoado para tentar deter os ataques com foguetes de palestinos.

Uma autoridade israelense disse que o ministro da Defesa pediu ao gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que autorize a mobilização de mais oito mil tropas.

Os militares afirmaram que cerca de 30 mil soldados da reserva foram convocados desde o início da ofensiva, uma semana atrás.

Netanyahu declarou aos prefeitos de cidades atingidas por foguetes: “Continuaremos a conduzir esta campanha até seu objetivo ser alcançado. Usaremos tanta força quanto necessária para restaurar a paz aos moradores de Israel”.

No fronte diplomático, a liderança política do Hamas em Gaza rejeitou formalmente o plano de cessar-fogo do Cairo, um dia depois de sua facção armada repudiá-lo.

Os militantes mantiveram as saraivadas de foguetes contra Israel, que cessou seus disparos durante seis horas na terça-feira. Apesar disso, surgiram sinais de esforços ainda em andamento para acordar um cessar-fogo.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, discutiu a proposta egípcia no Cairo nesta quarta-feira com a principal autoridade do Hamas, Moussa Abu Marzouk, relataram agências de notícias egípcias e palestinas.

Em Washington, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou que os Estados Unidos estão fazendo “tudo ao nosso alcance” para obter uma trégua. Obama já havia se oferecido para mediar uma negociação entre Israel e o Hamas.