COMPORTAMENTO
14/07/2014 15:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Leitores de ficção são melhores na vida amorosa, afirmam estudos

kempsternyc/Flickr

Ler é uma ótima atividade — inclusive para a sua vida amorosa.

Nos últimos anos, cientistas cognitivos se dedicaram à questão de como a ficção afeta nossas mentes. Um desses estudos foi conduzido pelo psicólogo cognitivo e escritor de ficção Keith Oatley. Em seu livro Such Stuff as Dreams: The Psychology of Fiction (em tradução livre, "Tais coisas como sonhos: a psicologia da ficção"), ele afirma que a ficção se trata primariamente de “eus num mundo social”, e que o assunto principal da ficção é “o que as pessoas querem umas das outras”.

A lógica é um tanto simples: ler ficção ajuda o leitor a viver melhor em sociedade, a compreender narrativas e dramas, porque a ficção é, em si, uma simulação do mundo social que nos permite experimentar (ao menos por meio da imaginação) uma variedade de circunstâncias sociais com diferentes tipos de pessoas que nós podemos encontrar no cotidiano.

Este estudo data de 2009, e ele não é o único. Diversos experimentos mostram que leitores de ficção não apenas apresentam mais empatia para com seus pares, mas também têm mais predisposição a desenvolver intimidade com alguém e se apaixonar.

Anne E. Cunningham, da Universidade da Califórnia em Berkeley, afirma que leitores, sobretudo aqueles que começaram a ler quando jovens, desenvolvem vocabulário melhor e inteligência emocional por meio da "exposição à linguagem" (palavras dela), que são a capacidade nutrida que resulta em habilidades comunicacionais mais fortes.

Sendo o leitor capaz de comunicar melhor seus sentimentos, é também alguém capaz de reconhecer os sentimentos alheios. leitores vorazes formam casais mais compatíveis. Os psicólogos David Comer Kidd e Emanuele Castano afirmam que essa habilidade ajuda a fomentar o foco e, por conseguinte, leva a relacionamentos mais duradouros com seus parceiros.