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14/07/2014 16:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Aldo Rebelo diz que Brasil precisa repensar o futebol

ASSOCIATED PRESS
Brazil's Sports Minister Aldo Rebelo, gestures during a news conference with the Brazil's President Dilma Rousseff, unseen, after the ministerial meeting in Brasilia, Brazil, Monday, July 1, 2013. Protesters have taken to the streets all over Brazil in the past two weeks, calling for a wide-range of reforms. Public approval of Brazilian President Dilma Rousseff's government has suffered a steep drop in the weeks since massive protests broke out across the country, according to Brazil's first nationwide poll released since the unrest began. (AP Photo/Eraldo Peres)

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil precisa repensar o futebol a fim de conseguir melhores resultados na Copa do Mundo da Rússia, daqui a quatro anos. Rebelo também lamentou a limitação que o governo tem para intervir no futebol, que, por questões jurídicas, é tratado como atividade privada.

"Nós não estávamos habituados com uma derrota tão elástica. Mas o futebol não é o reino da justiça, futebol é o reino da emoção. E acho que o Brasil precisa repensar o que fazer para se recuperar, e se preparar para a Copa de 2018 na Rússia", disse o ministro durante entrevista coletiva sobre o balanço final da Copa, realizada no Maracanã, nesta segunda-feira.

Rebelo criticou as estratégias utilizadas por clubes europeus que oferecem emprego para os pais de jogadores menores de idade para poder contar com os atletas que viajam com os pais para a Europa. O artifício é uma forma de burlar uma determinação da Fifa que proíbe a realização de transações entre clubes envolvendo jogadores com menos de 18 anos.

"Eu já denunciei isso como uma espécie de colonialismo futebolístico exercido pelos clubes ricos da Europa na sua relação com os clubes sul-americanos e africanos", afirmou. O ministro também apontou as dificuldades que os países tem para intervir no futebol profissional, que é regido por associações privadas, com regras próprias, como a CBF.

"Há uma vedação constitucional porque o esporte é tratado como coisa privada, mas nós vamos procurar defender, no esporte, o que é do interesse público e nacional respeitando, naturalmente, a autonomia das entidades", declarou.