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12/07/2014 18:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Holanda x Brasil: Seleção amarga mais um vexame em sua despedida da Copa do Mundo

Getty Images

Para contragosto de Dona Lúcia e toda a cúpula da CBF, a derrota para a Alemanha por 7 a 1 não foi um "acidente de percurso". Neste sábado, na disputa de terceiro lugar contra a Holanda, em Brasília, mesmo com um time bastante alterado, ficou provado que a Seleção Brasileira está longe de ser competitiva: a derrota para a Holanda por 3 a 0 deixou claro quãoultrapassado está o futebol praticado pelo escrete nacional, que se despediu de forma melancólica da Copa do Mundo que sediou.

A partida começou da maneira que terminou a partida contra a Alemanha: com a tal "pane", usada por Felipão para minimizar a humilhação sofrida no Mineirão. Logo no primeiro minuto, Robben saiu na cara de Julio Cesar e sofreu pênalti de Thiago Silva, embora a falta tenha ocorrido fora da área: Van Persie cobrou bem e fez 1 a 0 para a Holanda. Aos 15', em uma falha grosseira de David Luiz, Blind ampliou, fazendo com que a torcida temesse pelo pior.

Aos poucos, no entanto, a Seleção Brasileira, que veio a campo com várias alterações - Willian, Ramires, Maxwell e Jô no lugar de Bernard, Hulk, Marcelo e Fred, respectivamente -, foi melhorando, apesar de continuar pecando no último passe nas finalizações a gol. Oscar esteve um pouco melhor desta vez, mas ainda assim, foi pouco efetivo. Já David Luiz, promovido a ídolo nesta Copa, insistia em mandar-se para o ataque e dar bicões para frente, tentando usar os lançamentos como único recurso e não uma alternativa de jogo, comprometendo, muitas vezes, a retaguarda brasileira. Apesar das tentativas, os brasileiros não conseguiram ir às redes.

Na beira de campo, Felipão parecia estar em seu mundo de fantasia, em que a derrota para a Alemanha foi "apenas um acidente em meio a uma excelente campanha": calado, inerte e sem brio, viu jogadores reservas dando instruções aos titulares em uma cena surreal, que demonstra bem a falta de comando do treinador sobre sua equipe.

Nas arquibancadas, a torcida até que foi paciente e tolerante. Só vaiou Felipão e Fred e aplaudiu Neymar e David Luiz antes do jogo; gritou o famigerado "sou brasileiro, com muito orgulho..." mesmo depois de tomar dois gols em 15 minutos; e gritou "Brasil, Brasil" em diversos momentos. Mas a vaia irrompeu com força no intervalo de jogo e quando Hulk entrou no lugar de Ramires. Neste momento, rolou um "burro, burro", também, para o "estrategista" Felipão.

O segundo tempo arrastou-se como um martírio para os torcedores (ou seriam espectadores) nas arquibancadas. E pouco antes do apito final do juiz, veio o terceiro gol holandês, de Wijnaldum, que configurou a partida em mais um vexame brasileiro. A segunda derrota seguida em uma Copa do Mundo antes tão sonhada deixou claro a fragilidade da Seleção Brasileira, que terá que se reestruturar de forma profunda para não voltar a dar outros papelões em um futuro próximo.

Se o novo revés não serviu para dar uma despedida digna para o Brasil no Mundial, ele pode servir para um propósito bem maior, a moralização do futebol brasileiro e a reformulação de seu modelo de gestão. Se antes da partida contra a Holanda, os cartolas da CBF e a comissão técnica insistiam em afirmar que a goleada para a Alemanha fora só um "susto", agora ficou claro que o "buraco é mais embaixo". Resta saber se Felipão deixará sua soberba e sua empáfia no Estádio Mané Garrincha e "pedirá o boné", para o bem do futebol brasileiro.

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