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11/07/2014 20:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Máfia dos ingressos: empresa ligada à Fifa defende executivo foragido e polícia segue buscas

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Match Services, fornecedora de serviços ligada à Fifa, defendeu nesta sexta-feira seu executivo Raymond Whelan, acusado de participação em um esquema de venda ilegal de

OSVALDO PRADDO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Match Services, fornecedora de serviços ligada à Fifa, defendeu nesta sexta-feira (11) seu executivo Raymond Whelan, acusado de participação em um esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo, afirmando que o termo "fugitivo" usado pela polícia não é adequado e alegando que não foi concedido a ele um processo justo de defesa.

No entanto, pelo menos até às 16h37, o executivo inglês ainda não havia se apresentado às autoridades, que procuraram por ele sem sucesso na quinta-feira (10) para cumprir um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil.

A Match salientou também, por meio de comunicado, que os advogados de Whelan pediriam uma reconsideração judicial sobre a prisão de seu cliente, após uma apelação requisitando a revogação do mandado ter sido negada na noite passada. Ao Brasil Post, a empresa já havia dito acreditar na inocência de Whelan.

"A Ray Whelan ainda não foi concedido o devido processo justo de defesa", disse a empresa por meio de nota em inglês. "A Match permanece confiante de que quaisquer acusações levantadas contra Ray serão refutadas."

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Investigações policiais nas últimas semanas apontaram para um esquema de venda ilegal de ingressos para partidas do Mundial, que levaram à prisão, em 1º de julho, de 11 acusados de integrarem uma quadrilha de atuação internacional. No último dia 7, a polícia prendeu também Whelan, executivo da Match Services, fornecedora oficial da Fifa para serviços como repasse de ingressos, acomodação e tecnologia da informação na Copa do Mundo.

Logo após sua prisão na segunda-feira, Whelan recebeu liberdade provisória da Justiça e foi libertado após pagar fiança.

Na quinta-feira, o Ministério Público apresentou denúncia à polícia contra todos os 12 suspeitos, determinando no mesmo dia mandados de prisão contra 11 deles, incluindo Whelan. Ao chegarem ao hotel de luxo Copacabana Palace, onde o inglês estava hospedado, os policiais não o encontraram no local, alegando que ele saiu pela porta dos fundos, e ele passou a ser considerado "foragido" pela polícia - uma classificação inapropriada, segundo a Match.

"Não acreditamos que o termo 'fugitivo' seja apropriado sob estas circunstâncias, pois ele está atualmente com seu advogado", disse a Match na nota, acrescentando que ainda não teve a oportunidade de fazer contato com Whelan ou seu advogado, Fernando Fernandes, desde que eles deixaram o hotel.

Mas as autoridades têm outra compreensão do caso. De acordo com declarações à imprensa feitas durante a manhã pelo chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Fernando Veloso, o executivo foi procurado em outros endereços, sem sucesso, e afirmou haver "indícios" de que o advogado de Whelan o teria ajudado a evadir a polícia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já informou que vai apurar a conduta do defensor do executivo no caso.

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