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11/07/2014 22:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Futebras x Petrobrax: Aécio volta a atacar Dilma por ‘intervenção' e vê tiro sair pela culatra

PEDRO FRANçA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, atacou mais uma vez a posição do governo federal – e por consequência, da presidente Dilma Rousseff (PT) – de ter maior participação na gestão do futebol brasileiro. A mensagem foi postada na página oficial do Facebook de Aécio e vai de encontro a uma afirmação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, feita na quinta-feira (10).

Depois da derrota do Brasil para a Alemanha pelo vergonhoso placar de 7 a 1, a presidente Dilma Rousseff defendeu “renovação” do futebol e criação de barreiras para evitar a “exportação” de jogadores – isto citado por ela em entrevista à rede de TV americana CNN. Logo em seguida, outros integrantes do governo também passaram a pedir mudanças na administração dos clubes.

Mas as declarações de Aécio, em certo grau, caíram como uma luva nas mãos de partidários petistas. Rapidamente, sobretudo no Twitter, a associação entre “futebras” com a estatal Petrobras desenterrou uma passagem obscura do governo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. Em 2000, ele tentou mudar o nome da empresa para “Petrobrax”, o que gerou polêmica e acabou rechaçado.

Do lado do governo federal, o ministro Aldo Rebelo tentou pôr panos quentes na posição do governo federal sobre a “intervenção” no futebol brasileiro. Ele afirmou nesta sexta-feira, em entrevista no Palácio do Planalto, que o governo não vai fazer “nenhuma intervenção nas entidades administradoras do esporte”, lembrando que esta prática não é permitida pela Constituição – e poderia ferir ainda o Estatuto da Fifa, que impede tal tipo de intervenção.

O ministro ressaltou, no entanto, que “o governo pretende recuperar a capacidade de fiscalizar o que há de interesse público e de interesse nacional na administração do esporte”. Questionado sobre o que isso significava, Rebelo respondeu: “É fiscalizar o interesse público e nacional, é promover uma série de medidas, alterações na legislação, medidas administrativas e outras que cabem aos próprios clubes e instituições adotarem”.

Aldo Rebelo citou também que estas alterações na legislação estão sendo tratadas pelo Congresso através do projeto que estabelece regras para o pagamento de dívidas, como contrapartida dos clubes. “O governo não pretende nomear dirigentes, interferir na escolha dos dirigentes, participar da escolha dos dirigentes das instituições administradoras do esporte”, justificou Rebelo. “Essa não é a função do governo ou do Estado brasileiro, é defender no que há de interesse público e nacional na prática do esporte”.

Vice de Aécio sofre revés na Justiça Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar no final da tarde desta sexta-feira, no qual obriga o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, a desativar o link da página pessoal dele na internet com o endereço eletrônico do Senado. Para a campanha da presidente Dilma Rousseff, autor do pedido, a página de Aloysio Nunes estava fazendo, desde o início oficial da campanha, propaganda irregular.

Os advogados da chapa de Dilma sustentaram ao tribunal que o site oficial na internet como senador da República mantém um link para a página pessoal de Aloysio Nunes, “que, inequivocamente, contém matéria de propaganda eleitoral, flagrante, por vezes em disfarce de críticas políticas, por outras, de forma desabrida”.

A campanha da petista argumentou ao TSE que, com base na Lei das Eleições, é proibida a propaganda eleitoral na internet em sites hospedados por órgãos da administração pública, como é o caso do Senado. Para eles, tanto Aloysio Nunes quanto Aécio Neves, citado na ação, tinham prévio conhecimento quanto a “ilicitude” do ato.

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