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08/07/2014 18:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Brasil x Alemanha: Seleção Brasileira sofre a maior humilhação de sua história no Mineirão

Laurence Griffiths / Getty Images

(Belo Horizonte) A Seleção Brasileira construiu sua história e sua tradição com o jogo bonito. Um jogo em que não basta vencer, é preciso convencer, apresentar um belo futebol. Há muito, porém, a equipe nacional deixou de ter como característica a ofensividade, a magia, a fantasia. Neymar resgatou essa mística, mas estava sozinho e sem ele, tudo ruiu. A Seleção encontrou nas semifinais a Alemanha, esta sim uma equipe que sabe jogar o futebol bem jogado, e foi impiedosamente massacrada: 7 a 1, a pior derrota da história da Seleção em Copas do Mundo. Em casa. Uma tragédia sem precedentes. A maior humilhação já sofrida pelo Brasil em quase cem anos de história.

Sem Neymar, Felipão apostou em Bernard na equipe titular, mas a estratégia mostraria-se ineficaz. Antes desta escolha do treinador brasileiro ter se mostrada equivocada, no entanto, a Seleção começou a partida tentando abafar o adversário, estratégia que havia dado certo contra Chile e Colômbia. Do outro lado, porém, estava a Alemanha, a melhor seleção da atualidade, a equipe que melhor sabe tocar a bola e envolver o adversário. E se o Brasil marcou cedo em suas duas partidas anteriores, desta vez foi diferente: Müller, aos 10', deu início ao pesadelo brasileiro.

Atrás no placar, a torcida ainda tentava ajudar. Mas aí veio o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto... Inertes, os jogadores da Seleção observavam os alemães tocarem a bola e chutarem a gol, convertendo suas finalizações com a tranquilidade e a frieza tipicamente germânica. Klose - agora, o maior artilheiro da história das Copas de forma isolada, com 16 gos -, Kroos (duas vezes) e Khedira, foram os autores dos gols que reduziram a pó a mística da "amarelinha" ainda no primeiro tempo.

Humilhada em campo com menos de meia hora de jogo, a torcida oscilou entre a incredulidade e a revolta. Brigas, vaias e xingamentos começaram pipocar nas arquibancadas. O "eu acredito!" deu lugar ao "ei Fred, vai...". Sobrou até para a presidente da República, que nada tinha a ver com a vergonha proporcionada à torcida pelos jogadores.

No segundo tempo, a Seleção bem que tentou reduzir o vexame, mas ele, na verdade, só aumentou. Schürle fez o sexto, aos 23 minutos. Na sequência, Fred, o pior centroavante brasileiro em Copas do Mundo, uma verdadeira negação na competição, foi substituído, recebendo uma merecida vaia da torcida que ainda permanecia na arquibancada. Sim, porque, envergonhados, muitos deixaram o estádio, temerosos de presenciar um vexame ainda maior, que, de fato, se configurou com o sétimo gol da Alemanha, aos 33', novamente com Schürle. O gol de Oscar, no fim, aos 45, foi o tradicional "de honra", que em nada amenizou a "hecatombe", a "Vergonha do Mineirão", como essa partida deverá ser lembrada pelos brasileiros.

Do outro lado, os alemães, que certamente presenciaram a maior vitória da história da tradicionalíssima seleção europeia, gritavam "Rio de Janeiro, ô, ô, ô", já planejando a viagem à Cidade Maravilhosa no próximo domingo, quando disputarão a oitava final de sua história no mítico Maracanã, contra o vencedor de Holanda e Argentina.

Ao Brasil, resta juntar os cacos, se é que isso é possível, para a disputa de terceiro lugar, no Mané Garrincha, no próximo sábado. Sim, porque esta equipe, independente do que fez durante toda a competição, entrará para a história como aquela que proporcionou o maior vexame em uma Copa do Mundo. Perto do que se viu nesta terça, no Mineirão, o Maracanazo de 1950 virou uma singela derrota, um simples revés que se apaga em uma noite bem dormida.

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