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03/07/2014 17:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Depois de forçar venda de álcool, Fifa se preocupa com nível de embriaguez nos estádios

Ivan Alvarado/Reuters

Jerome Valcke, o número dois na hierarquia da Fifa, disse em uma entrevista na quarta-feira que estava “impressionado” com o nível de embriaguez nos estádios da Copa do Mundo.

“Talvez houvesse pessoas demais bêbadas”, disse Valcke, associando o consumo de álcool com a violência.

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Essa relação não é nova, na verdade é o que levou o Brasil a proibir a venda de álcool nos estádios em 2003. Mas aí veio a Copa, e, com a Budweiser como patrocinadora da Fifa, a pressão para o Brasil permitir a venda de cerveja durante as partidas.

A questão foi motivo de tensão entre o governo brasileiro e a Fifa, que venceu o embate e a legislação do Brasil foi alterada.

Em 2012, durante o debate sobre a lei, Valcke disse que a venda de cerveja nos estádios é uma parte essencial da tradição da Copa do Mundo que não seria negociável. Agora, com a Copa em andamento, Vacke disse à SporTV que a venda de álcool era “algo que deveríamos observar”.

“Se nós acharmos que é necessário controlar a venda de álcool, nós vamos controlá-la”, disse Valcke. “Jamais colocaríamos a organização de um evento em risco”. Valcke também disse que isso nunca foi problema em outras edições da Copa.

A violência eclodiu em várias partidas na Copa, inclusive a de Colômbia x Uruguai no Rio de Janeiro, onde seguranças tiveram que intervir para separar torcedores em briga.

(Com Associated Press)