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02/07/2014 17:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Empresa se nega a pagar anticoncepcionais para funcionárias. Viagra não

Justin Sullivan via Getty Images
ANTIOCH, CA - MARCH 25: Customers enter a Hobby Lobby store on March 25, 2014 in Antioch, California. The U.S. Supreme Court is hearing arguments from crafts store chain Hobby Lobby about the Affordable Healthcare Act's contraceptive mandate and how it violates the religious freedom of the company and its owners. (Photo by Justin Sullivan/Getty Images)

A Hobby Lobby, cadeia americana de venda de artesanato e propriedade de cristãos evangélicos, indicou na terça-feira que não pretende parar de pagar os tratamentos de saúde dos funcionários que sofrem de disfunção erétil. Mas as mulheres que quiserem tomar pílulas anticoncepcionais podem esquecer do assunto...

É que na segunda-feira a Suprema Corte americana determinou que as crenças religiosas dos empresários podem eximi-los do item da reforma do sistema de saúde de autoria do presidente Barack Obama que prevê o custeio de anticoncepcionais às funcionárias dentro do seguro médico. A reforma de Obama, promulgada em 2010, é considerada a maior conquista legislativa do presidente.

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A Hobby Lobby era uma das empresas que mais pressionaram a Suprema Corte a tomar a decisão. Ela não pretende pagar os anticoncepcionais das suas funcionárias, mas Viagra e bombas penianas estão garantidos.

No ano passado, uma corte federal deu a grupos católicos o direito de optar por não prover pílulas para aborto ou esterilização aos seus funcionários.

“A resposta para cobertura de Viagra é geralmente sim, dizem líderes católicos. E eles argumentam que não é hipócrita ou sexista. Procriação é algo que a Igreja Católica encoraja. E Viagra e outras drogas podem ajudar”, disse Julie Rovner, uma repórter da NPR, em um blog em fevereiro de 2012.

(Via Huffington Post)